2009-06-28

Subject: Macacos 'caem' em ilusão visual

 

Macacos 'caem' em ilusão visual

 

 

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Uma ilusão visual forneceu pistas sobre a forma como os macacos reconhecem faces.

Num estudo, macacos rhesus reagiram ao "efeito Thatcher", um estranho fenómeno que torna difícil detectar alterações numa face virada de cabeça para baixo.

O estudo, publicado na revista Current Biology, é o primeiro a mostrar a existência deste efeito em animais não humanos.

Os autores consideram que este facto pode sugerir que a capacidade de identificar uma face familiar pode ter evoluído já no ancestral comum aos humanos e aos macacos rhesus.

O efeito Thatcher foi assim baptizado por terem sido utilizadas fotografias da antiga primeiro-ministro inglesa Margaret Thatcher na sua primeira demonstração, em experiências feitas com humanos. Uma imagem "thatcherizada" de uma face tem a boca e os olhos invertidos em relação ao resto da face.

Para testar a resposta dos macacos ao efeito, a equipa avaliou a sua reacção a fotografias, observando quanta atenção os animais dedicavam às imagens.

 

"Mostrámos-lhes fotografias de outros macacos, fossem direitas ou de cabeça para baixo, até que se fartaram e deixaram de prestar atenção", explica Hampton. "De seguida mostrámos-lhes fotografias com o efeito Thatcher, novamente algumas direitas e outras de cabeça para baixo."

Quando as faces estavam direitas, os macacos voltavam a revelar interesse, indicando que notavam a diferença.

"Quando as faces estavam de cabeça para baixo, não lhes ligavam, tratavam-nas como mais uma apresentação aborrecida da mesma fotografia. O que foi surpreendente foi que, como os humanos, os macacos detectam fortemente estas alterações em imagens direitas das faces mas não nas faces que estão de cabeça para baixo", explica Robert Hampton, da Universidade Emory de Atlanta.

"Este facto revela que os macacos, tal como os humanos, são especialmente sensíveis à relação entre características faciais em rostos direitos. Esta sensibilidade é provavelmente necessária para descriminar entre diferentes faces."

Como as faces partilham muitas características em comum, com diferenças subtis na sua disposição, Hampton explica que "detectar essas diferenças de disposição é crucial" para reconhecer uma face familiar entre muitas outras.

Os humanos descrevem muitas vezes faces com o efeito Thatcher direitas como arrepiantes e a equipa já está a planear estudos futuros que considerem medições fisiológicas, como o tamanho da pupila, para começar a perceber se os macacos também consideram essas imagens alarmantes. 

 

 

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