2009-06-26

Subject: Promiscuidade feminina pode não beneficiar descendência

 

Promiscuidade feminina pode não beneficiar descendência

 

 

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Um estudo realizado com escaravelhos pode forçar uma nova análise de uma explicação largamente aceite para a promiscuidade feminina.

O acasalamento consome tempo e energia e não é claro o motivo porque uma fêmea optaria por acasalar mais de uma vez se puder fertilizar os seus óvulos com um único encontro.

A explicação mais vulgar para o facto de fêmeas acasalarem com mais de um macho, fenómeno conhecido por poliandria, é que existe um benefício genético para a descendência que suplanta os custos para a fêmea de encontros sexuais adicionais mas um estudo agora publicado na revista Science vem lançar a dúvida sobre esta teoria.

"É uma hipótese largamente aceite e já com muito tempo", diz Arnqvist. "O nosso estudo é o primeiro a fazer um teste directo a esta hipótese."

Esperando encontrar efeitos fracos a favor da teoria existente, Goran Arnqvist, ecologista evolutivo da Universidade de Uppsala na Suécia, estudou a selecção sexual pós-acasalamento em escaravelhos Callosobruchus maculatus. Ele descobriu que os machos 'de maior qualidade' tinham, na realidade, consistentemente menos sucesso pós-acasalamento que os machos 'de qualidade inferior'.

Os investigadores estabeleceram populações de escaravelhos em que sabiam, para uma dada fêmea, que machos eram de 'alta' ou 'baixa' qualidade, ou seja, bons ou maus parceiros.

Para o fazer analisaram o número médio de descendentes adultos que os machos tinham produzido ao longo da sua vida. Os machos que tinham produzido um maior número de descendentes eram considerados de alta qualidade e os que tinham produzido menos descendentes era classificados como de baixa qualidade.

Seguidamente acasalaram fêmeas primeiro com um macho estéril e depois com um macho de alta ou com um macho de baixa qualidade. O sucesso de fertilização do segundo macho era calculado a partir do número de ovos que chocavam comparado com o número total de ovos produzidos.

 

Surpreendentemente, os machos de baixa qualidade foram responsáveis por uma proporção maior de ovos produzidos nestas experiências do que os machos de alta qualidade.

"Uma predição da hipótese era que as fêmeas tendencialmente procurariam machos com genes que elevassem a aptidão da sua descendência mas o estudo actual é fascinante porque mostra o padrão exactamente oposto", diz Michael Jennions, biólogo da Universidade Nacional Australiana em Camberra.

Existem outras razões, para além da obtenção de bons genes para as fêmeas acasalarem com machos, salienta Arnqvist. Elas podem ganhar acesso a território ou a recursos, ou simplesmente podem acabar com o assédio por parte de pretendentes amorosos.

A sua explicação preferida para o motivo porque as fêmeas não parecem beneficiar de acasalamentos múltiplos, e para o sucesso dos machos de baixa qualidade, são os genes sexualmente antagonistas: "genes que têm efeito oposto na aptidão em cada um dos sexos. O mesmo gene pode ser bom para um sexo e mau para o outro, e os nossos resultados são consistentes com isso."

Arnqvist diz que esse tipo de efeito é muito mais comum do que geralmente se pensa.

Jennions acrescenta que "o problema genérico do motivo porque as fêmeas realizam acasalamentos múltiplos permanece mas este novo estudo coloca maior pressão sobre os que invocam explicações baseadas nos benefícios genéticos para que apresentem novos dados". 

 

 

Saber mais:

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