2009-06-23

Subject: Objectivo de conversações sobre caça à baleia é encontrar solução de compromisso

 

Objectivo de conversações sobre caça à baleia é encontrar solução de compromisso

 

 

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O encontro anual da Comissão Internacional de Caça à Baleia (IWC) teve início na Madeira, com uma postura muito delicada entre os blocos pró e anti-caça, em busca de uma solução de compromisso.

Essa solução de compromisso levaria a que o Japão tivesse que reduzir as suas capturas no antárctico em troca do direito de capturar baleias de uma forma praticamente comercial nas suas águas costeiras mas o objectivo original de encerrar as conversações até ao início do encontro deste ao já falhou.

A Islândia enfrenta críticas por parte dos grupos activistas anti-caça à baleia por ter expandido a caça de baleias comuns, classificadas como ameaçadas. As da época, da quota anual de 150, já foram capturadas na semana passada.

O encontro deste ano também deve assistir a intenso debate sobre os renovados esforços da Groenlândia para acrescentar as baleias-corcunda às espécies que já são caçadas legalmente pelas comunidades Inuit indígenas.

De acordo com o secretário-geral americano da IWC, William Hogarth, as conversações de compromisso começaram formalmente há um ano mas não progrediram da forma que ele esperava. "Não chegámos onde queríamos mas estamos a pensar seriamente em como o fazer. Os países levam estas questões muito a sério e alguns não querem ceder em nada, o que dificulta muito as coisas."

A principal exigência dos países que se opõem à caça da baleia tem sido que o Japão acabe (ou coloque sob supervisão internacional) os seus programas de caça científica.

A Convenção Internacional para a Regulação da Caça à Baleia (ICRW), datada de 1946, permite a todos os países capturar as baleias que considere necessárias para investigação mas os críticos referem que a medida nunca teve como intenção permitir capturas de centenas de cetáceos por ano.

O principal objectivo do Japão é obter permissão para que as suas comunidades costeiras com um historial de caça à baleia possam capturar 150 baleias anãs por ano, para consumo local.

Apesar de ansiosos por ver o fim da chamada captura científica, alguns países anti-caça têm grandes reservas sobre o acordo proposto. "Temos preocupações relativamente à proposta japonesa de caça costeira", comenta o ministro do ambiente inglês Huw Irranca-Davies. "Temos receio que esta situação possa abrir as portas a outros países, nomeadamente a Coreia do Sul."

Já este ano o governo sul-coreano tinha indicado que iria procurar obter a sua quota de capturas costeiras se o Japão obtivesse a sua.

O ministro do ambiente português Humberto refere que não se opõe às capturas costeiras por princípio mas o importante são os detalhes. "Na minha opinião, o caminho será condicionar fortemente estas capturas, de forma a que não se passe a tê-las em todo o mundo mas apenas em situações muito especiais, restritas e controladas, e com menos baleias a serem mortas do que agora."

 

Apesar das suas reservas, o Reino Unido e os seus aliados europeus querem que as negociações continuem mais um ano, tal como o Japão e os Estados Unidos, mas quando os delegados saíram da sessão final das conversações preliminares no domingo, surgiram diferentes pontos de vista sobre se valeria a pena continuar a tentar obter um acordo.

Alguns delegados sugeriram que as divisões fundamentais poderiam forçar ao fim do processo antes do final da semana, que a situação estaria "prestes a rebentar". O colapso das conversações deixaria a regulação da caça e conservação das baleias tão fracturada e, na opinião de muitos, disfuncional como tem sido nas duas últimas décadas.

A caça da Islândia tem sido muito inferior à japonesa nos últimos anos mas em Janeiro, para fúria dos conservacionistas, o governo de Geir Haarde permitiu uma quota anual de 100 baleias anãs e 150 baleias comuns, quando apenas se tinham capturado sete baleias comuns nos três anos anteriores.

A companhia envolvida, a Hvalur hf, reconhece que não há mercado na Islândia para a carne de baleia mas tenciona exportá-la tanto quanto possível, com o Japão como destino principal. A Hvalur refere que a população local de baleias comuns, que se estima ronde os 30 mil indivíduos, não está em risco.

Espera-se que a Islândia se candidate à União Europeia este ano como forma de combater a debilitante crise e os grupos anti-caça à baleia acreditam que a UE vá exigir o abandono da caça à baleia como condição de adesão mas Rosa não tem tanta certeza. "Isso é algo a acertar entre a UE e a Islândia, temos que ter a flexibilidade para acomodar as diferentes circunstâncias nacionais."

O vizinho do lado da Islândia, a Groenlândia, também está a atrair a ira dos conservacionistas pois, pelo terceiro ano consecutivo, busca a inclusão das baleias-corcunda na sua quota anual.

O pedido foi rejeitado nos dois encontros anteriores devido a preocupações de que a caça se torne demasiado comercial, tendo ido alegado que a Groenlândia não tinha demonstrado de forma convincente que as suas comunidades Inuit precisavam realmente da carne de baleia mas os cientistas da IWC consideraram essas capturas sustentáveis e os países a favor da caça vão com certeza citá-los. A sua alegação, como no ano passado já foi, deverá ser essa situação só vem demonstrar que o bloco anti-caça está mais preocupado com o apelo emocional das acrobáticas baleias-corcunda que com a ciência e as necessidades nutricionais dos povos indígenas. 

 

 

Saber mais:

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