2009-06-22

Subject: Estudo revela que água do Alqueva é tóxica

 

Estudo revela que água do Alqueva é tóxica

 

 

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Barragem do Alqueva - Rio Guadiana, ÉvoraUm estudo levado a cabo por investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, em colaboração com outros investigadores portugueses, revela a presença de níveis perigosos de insecticidas no Rio Guadiana que podem representar perigo para a saúde humana. 

Os resultados deste estudo foram recentemente publicados na prestigiada revista internacional Environmental Science & Pollution Research. 

No decurso de um trabalho de investigação sobre os efeitos de pesticidas presentes na água do Rio Guadiana em organismos aquáticos, foram efectuadas várias amostragens, ao longo de 2006, em diversos pontos da albufeira do Alqueva.

A partir da análise destas amostras, estudaram-se as concentrações de pesticidas em solução, testando-se, posteriormente, em algas e invertebrados aquáticos para determinação da sua toxicidade. 

Entre os herbicidas estudados estavam o insecticida clorpirifos e os herbicidas atrazina e simazina, que estão incluídos na listagem da União Europeia para substâncias prioritárias (Decisão n.º 2455/2001/CE). A sua aplicação em campos agrícolas pode levar à contaminação de solos e também de águas subterrâneas ou sistemas de água doce, através de escorrências.

Uma das análises preocupantes referida pelos autores prende-se com o facto de nalguns pontos de amostragem a soma da concentração de pesticidas se encontrar acima de 0.5 µl/L, o que pode representar algum perigo para a saúde humana, de acordo com a Directiva 98/83/EC relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano.

 

Em termos ambientais, os autores salientam o facto de vários pesticidas (atrazina, simazina, terbutilazina e endosulfan) terem sido encontrados acima dos limites individuais estabelecidos pela Directiva 2008/105/CE para as normas de qualidade ambiental no domínio da política da água.

Por outro lado, nalguns casos em que as concentrações se encontravam abaixo dos níveis de perigosidade indicados pela legislação europeia observaram-se níveis de toxicidade elevada para algas testadas. 

Os autores recomendam ainda que seja prestada atenção ao facto de os valores máximos permitidos para os pesticidas individuais e para a soma de pesticidas não ter em consideração os efeitos da mistura dos químicos que podem, por exemplo, ser potenciados.

Os investigadores da UA referem, ainda, a necessidade de estabelecer planos de monitorização do Alqueva adequados às várias utilizações da água da albufeira, assim como em outras albufeiras ou reservatórios de água para consumo ou para utilização agrícola.

De salientar que já em Setembro do ano passado, tinha sido publicado um artigo na revista Bulletin of Environmental Contamination and Toxicology, no qual participou a mesma equipa de investigação da UA, onde se demonstrava que as concentrações de cloropirifos podiam constituir um risco potencial para as espécies de animais aquáticos da albufeira do Alqueva.

 

 

Saber mais:

Alqueva

Barragem de Alqueva - Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

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