2009-06-12

Subject: Pandemia de gripe em curso

 

Pandemia de gripe em curso

 

 

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Margaret Chan, directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), declarou oficialmente a primeira pandemia global de gripe desde há 41 anos para o vírus A (H1N1).

Se a decisão da OMS irá alterar grande coisa na prática ainda está para ser visto, pois o mundo já claramente estava em pandemia há semanas. A grande questão agora é até que ponto a pandemia será grave, pois por enquanto a OMS considera-a "moderada" mas Chan salientou que pode piorar tanto com o tempo como com o local.

"O mundo está o início da pandemia de 2009", disse ela. Isso significa que estamos com a quarta pandemia de gripe num século, depois das de 1918, 1957 e 1968. "O critério científico para uma pandemia já foi cumprido e maior propagação é inevitável." 

"A declaração de pandemia não sugere que vá haver uma alteração no comportamento do vírus, apenas que se está a propagar a mais zonas do mundo", acrescenta Thomas Frieden, director do Centro Americano de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) de Atlanta, Georgia. "Envia, isso sim, uma forte mensagem de que o vírus está aqui e, com toda a probabilidade, para ficar."

Nas últimas semanas, a OMS tem estado sob pressão por parte dos estados-membros para não declarar a pandemia, devido à preocupação de que alguns países podem ter uma reacção exagerada. A maioria das preocupações, por exemplo que as pessoas podem deixar de comer porco, que os governos ordenem abate de porcos ou decretem embargos comerciais, de viagens ou controlos de fronteiras, têm mais a ver com o comércio que com a saúde pública, comentou Keiji Fukuda, director-geral assistente interino para a segurança da saúde e ambiente da OMS.

Uma preocupação com a saúde, no entanto, é o risco que pessoas ansiosas sem infecções com H1N1 inundem as emergências dos hospitais e impeçam os recursos de chegar a quem realmente precisa. Chan reiterou que as restrições a viagens ou controlos fronteiriços são ineficazes no controlo da propagação e apelou a todos para não colocarem proibições comerciais.

O vírus já se propagou a 74 países, com provas de propagação na comunidade na Austrália, Reino Unido e Chile, entre outros. Mais de 28700 casos foram confirmados por testes laboratoriais em todo o mundo, provavelmente apenas uma fracção do número total de casos, com 144 mortes documentadas.

 

Fukuda já antes tinha admitido que a declaração de pandemia era inevitável e que a questão era preparar os países para "saber como lidar com a notícia". Essa preparação significa dar indicações claras sobre a forma como os países devem adaptar os seus planos de pandemia, largamente construídos em volta do vírus mais perigoso da gripe aviária H5N1, ao vírus actual e explicar aos média o significado de pandemia.

A maioria dos países já tinha implementado os seus planos de pandemia aquando da declaração de Fase 5 e irão modificá-los, não devido à declaração de Fase 6 mas de acordo com a severidade da pandemia ao longo dos próximos meses ou anos.

Mas isso permanece imprevisível. A imagem clínica do vírus no hemisfério sul permanece semelhante à observada no norte: a maioria dos doentes recupera por si próprio mas também há casos de pneumonia viral, onde o próprio vírus e não infecções bacterianas secundárias ameaça a vida.

Um grande preocupação da OMS continua a ser o facto de metade das mortes ser de pessoas jovens saudáveis, como com as pandemias anteriores de gripe e de gripe aviária. "É significativamente diferente da gripe sazonal", diz Chan.

A primeira vacina não chegará antes de Setembro. Chan apelou à solidariedade internacional para que "nenhum país seja deixado para trás sem ajuda", salientando que os países em vias de desenvolvimento com uma infrastrutura de saúde pobre e cujas populações frequentemente têm altas taxas de outras doenças, correm o risco de sofrer o pior impacto. "Estamos nisto juntos e vamos ultrapassá-lo juntos." 

 

 

Saber mais:

Gripe suína está de acordo com as pandemias anteriores

Casos americanos de gripe suína analisados

Qual a gravidade do surto de H1N1?

Testes com H1N1 têm início no Reino Unido

Governos unidos para conter surto de gripe

OMS - site da gripe A

 

 

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