2009-06-07

Subject: Ancestralidade comum entre Homem e grandes símios pode ser ouvida no riso

 

Ancestralidade comum entre Homem e grandes símios pode ser ouvida no riso

 

 

Dificuldades em visualizar este email?

Consulte-o online!

O riso humano está enraizado nas demonstrações emocionais do ancestral comum que partilhamos com os grandes símios, sugere uma análise das vocalizações de primatas juvenis e humanos a quem foram feitas cócegas.

A fala humana é única entre os animais mas os investigadores há muito debatem de que forma o nosso riso se pode relacionar com vocalizações semelhantes produzidas por outros primatas.

Cientistas desde Charles Darwin a Dian Fossey, autora de 'Gorilas na bruma', compararam o riso de primatas não humanos com o humano e encontraram semelhanças mas também diferenças importantes. os chimpanzés, por exemplo, emitem um riso mais arfante, enquanto os humanos geralmente usam a voz para rir enquanto expiram.

Uma equipa de investigadores liderada pela psicóloga Marina Davila Ross, da Universidade de Portsmouth, chamou a si a tarefa de fazer cócegas a 25 juvenis humanos e não humanos, registando o riso que daí resultava (veja o vídeo). Eles relatam esta semana na revista Current Biology que as semelhanças entre as características acústicas do riso de cada espécie reflecte a sua proximidade filogenética.

O estudo utiliza "tecnologia de ponta de análise áudio" e ajuda a clarificar a forma como evoluiu o riso e a produção vocal dos grandes símios, diz o psicólogo Robert Provine, da Universidade do Maryland, Baltimore County, que não esteve envolvido no estudo. "É importante estudar o riso porque é uma componente universal da linguagem humana e uma ferramenta para estudar a evolução vocal."

Davila Ross fez cócegas a um total de 21 orangutangos, gorilas, chimpanzés e bonobos, tanto bebés como juvenis, bem como a um siamang e três crianças humanas. O riso foi classificado de acordo com 11 variáveis acústicas, incluindo a duração e tom das vocalizações, o tempo entre eles e se os animais estavam a inspirar ou expirar quando vocalizavam.

"O gorila e o bonobo em particular produzem sons muito parecidos com os humanos, enquanto expiram por mais de 10 segundos", diz Davila Ross. Os primatas menos aparentados filogeneticamente, como o orangutango e o siamang, têm risos correspondentemente distintos.

 

Marina Davila Ross e KarlaOs investigadores ficaram surpreendidos quando descobriram que o riso de alguns dos grandes símios durava mais do que um ciclo respiratório, diz Davila Ross. 

A descoberta contradiz uma explicação para o motivo porque o riso humano e a produção vocal diferem tanto da dos grandes símios, que caminham sobre os quatro membros e respiram em sincronia com o passo, enquanto os humanos bípedes respiram de forma independente do passo.

Davila Ross espera que abordagens filogenéticas como esta sejam usadas noutros estudos sobre a evolução das vocalizações. "Estou interessada em saber mais sobre a forma como estas vocalizações estão a ser usadas na brincadeira social."

"A equipa está a descobrir evidências de vocalizações dos chimpanzés e de mais liberdade para a produção de sons em grandes símios", acrescenta Provine. "Eu considero uma adição muito simpática para as evidências que já tínhamos." 

 

 

Saber mais:

Marina Ross Davila

Rir para eliminar o stress

Rir faz o nariz vermelho

Riso dos animais não é anedota

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo  |  Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com