2009-06-02

Subject: Mosquitos ameaçam ícones das Galápagos

 

Mosquitos ameaçam ícones das Galápagos

 

 

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Um minúsculo mosquito está a ameaçar as tartarugas gigantes e outros répteis icónicos das ilhas Galápagos.

O mosquito ganhou um gostinho especial por sangue de réptil, descobriam os cientistas, que temem que este possa ser um vector na transmissão de novas doenças infecciosas, como o vírus do Nilo aos répteis.

O mosquito negro dos mangais Aedes taeniorhynchus é o único que tem um distribuição que abrange todas as Galápagos e foi registado pela primeira vez nas ilhas no final da década de 1880, mas não se sabe se terá sido trazido pelos exploradores humanos ou se colonizou o arquipélago naturalmente.

Estudos anteriores mostraram que o mosquito propaga regularmente vermes parasitas em cães por toda a América central e do sul, sendo capaz de propagar outras doenças, como o vírus da encefalite de St Louis e o vírus do Nilo.

Por esse motivo, Arnaud Bataille, da Universidade de Leeds, e colegas da Zoological Society de Londres e do Parque Nacional das Galápagos, estudaram o DNA mitocondrial do mosquito para determinar a sua origem.

Concluíram que o mosquito na realidade tinha colonizado o arquipélago há cerca de 200 mil anos. 

Desde então, o mosquito adaptou-se ao seu novo ambiente, sendo capaz de procriar até 20 km para o interior das ilhas e a uma altitude até 700 metros. No continente, a mesma espécie de mosquito está normalmente confinada ao mangais e pântanos salgados ao longo da costa, nunca se deslocando mais de 6 km para o interior.

Mais alarmante ainda, enquanto os mosquitos do continente se alimentam de sangue de mamífero e algumas espécies de aves, os mosquitos das Galápagos desenvolveram um apetite por sangue de réptil.

Estudos do DNA mitocondrial encontrado no intestino dos mosquitos revelaram que 58% os mosquitos amostrados se tinham alimentado de sangue de réptil, com 47% a picar iguanas marinhas e 11% a picar as tartarugas gigantes. Esta foi a primeira vez que houve registo de mosquitos dos mangais se alimentarem de répteis.

Não existiam mamíferos nas Galápagos até que foram trazidos para o arquipélago pelos colonizadores humanos há cerca de 500 anos. Por esse motivo, os mosquitos tiveram que se adaptar e alimentar-se de répteis quando vieram para as ilhas, dizem os investigadores.

 

Eles agora temem que essa adaptação possa representar uma ameaça significativa para o futuro das iguanas e das tartarugas, espécies que não existem em mais nenhum lado do mundo.

O mosquito dos mangais já está bem disseminado e é portador de agentes patogénicos como o vírus do Nilo, que, se nada for feito para o impedir, se prevê que atinja as Galápagos no espaço de poucos anos, referem os investigadores.

"Com o turismo a crescer tão rapidamente, a probabilidade de um mosquito portador de doenças apanhar uma boleia do continente num avião ou num barco está a aumentar", diz Andrew Cunningham, da Zoological Society de Londres e um dos membros da equipa de investigação.

"Se uma nova doença chegar por esta rota, temo que os mosquitos das Galápagos a apanhem rapidamente e a espalhem por todo o arquipélago."

Outras ilhas remotas, como o Havai, têm regiões montanhosas, demasiado elevadas e frias para os mosquitos as colonizarem, fornecendo um refúgio para os animais susceptíveis a doenças propagadas por mosquitos.

As Galápagos não têm esse refúgio, dizem os investigadores, aumentando o risco para os seus animais nativos. 

 

 

Saber mais:

Zoological Society of London

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