2009-05-25

Subject: Como os cavalos-marinhos evoluíram para nadar na vertical/Diabo da Tasmânia ameaçado

 

Como os cavalos-marinhos evoluíram para nadar na vertical

 

 

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Os cavalos-marinhos são imitadores perfeitos, usando as suas cores crípticas e postura vertical para se confundirem com as plantas marinhas. Quando e porquê estes peixes desenvolveram estas características invulgares era um mistério até agora, dizem os cientistas.

Ossos minúsculos e quebradiços como os dos cavalos-marinhos geralmente partem-se antes de puderem ser enterrados sob camadas de sedimentos e preservados como fósseis. Devido a isso, poucas evidências permanecem no registo fóssil sobre a evolução dos cavalos-marinhos.

Assim, para explorar a história evolutiva dos cavalos-marinhos, Peter Teske e Luciano Beheregaray, da Universidade Macquarie em Sydney, Austrália, compararam os genes dos cavalos-marinhos modernos com os dos seus parentes vivos mais próximos, os peixes-cachimbo pigmeus.

Os cientistas descobriram que os cavalos-marinhos e os peixes-cachimbo divergiram há cerca de 25 milhões de anos. Nessa época, a actividade tectónica na zona onde os oceanos Índico e Pacífico se encontram criou muitos habitats de água rasa.

As ervas do mar, que prosperam em águas rasas, espalharam-se rapidamente através destes ambientes recém-formados e os investigadores pensam que os ancestrais dos cavalos-marinhos modernos as seguiram.

Os peixes que nadam horizontalmente e vivem nos densos bancos de ervas marinhas não se confundem facilmente com o ambiente e são presas fáceis para os predadores. Uma solução parece ter surgido com os ancestrais dos cavalos-marinhos: a forma corporal vertical, que permite aos cavalos-marinhos confundir-se com as lâminas estreitas e verticais das ervas marinhas.

"Fiquei algo surpreendido com isto tudo", refere Teske. "Quando vi o meu primeiro espécime de peixe-cachimbo pigmeu pensei 'Isto parece tanto um cavalo-marinho que tem que ser um cavalo-marinho que tenha, por alguma razão, voltado a nadar na posição horizontal'. Mas a genética mostrou, sem sombra de dúvida, que esta espécie é, na realidade, ancestral dos cavalos-marinhos." 

 

Outras notícias:

Diabos da Tasmânia ameaçados

A Austrália aumentou o nível de protecção para o diabo da Tasmânia, o maior carnívoro marsupial sobrevivente, de vulnerável para ameaçado, após a população estar a ser dizimada pelo tumor facial.

O número de diabos da Tasmânia na natureza caiu mais de 70% desde meados da década de 90 e o novo estatuto de conservação vai dar-lhes uma maior protecção sob as leis ambientais.

O surto de tumores faciais do tamanho de bolas de golfe tem sido o responsável pela morte de milhares destes animais. O cancro concentra-se essencialmente na cabeça e em volta da boca pois é altamente contagioso, propagando-se através da mordedura.

As células tumorais não são neutralizadas pelo sistema imunitário dos marsupiais devido à falta de diversidade genética entre a população, que apenas existe na natureza na Tasmânia.

Animais infectados morrem no espaço de meses desde o momento em que surgem os sintomas pela primeira vez. Apesar de intensa investigação científica, não foi encontrada uma cura até agora.

O ministro do ambiente australiano Peter Garrett considerou que é necessária uma actuação decidida para descobrir mais sobre esta doença misteriosa e impedir a sua propagação.

As últimas estimativas sugerem que o efectivo de diabos da Tasmânia está a decair rapidamente e pode já ser tão baixo como apenas 20 mil animais. 

 

 

Saber mais:

Peter Teske

Pastagens submarinas em perigo

Save the Tasmanian Devil

Esperança para cancro do diabo da Tasmânia

 

 

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