2009-05-20

Subject: Dragões do Komodo têm mordedura venenosa

 

Dragões do Komodo têm mordedura venenosa

 

 

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O dragão do Komodo tem uma mordedura com um veneno mortal, revelaram os investigadores. 

Até agora pensava-se que a boca do dragão abrigava bactérias virulenta que rapidamente infectavam e matavam a presa mas a análise do espécimes revelou uma glândula de veneno bem desenvolvida, com canais que o conduzem aos seus enormes dentes.

O artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que em vez de usarem uma mordida forte, os dragões de Komodo mantêm a presa como se estivesse num torno e assim o veneno pode passar para as grandes feridas que fazem com os dentes.

O trabalho actual vem no seguimento de um estudo feito em 2006 por Bryan Fry, da Unidade de Investigação sobre Venenos da Universidade de Melbourne na Austrália.

O estudo mostrou que os lagartos venenosos conhecidos, como os monstros Gila do sudoeste dos Estados Unidos, pertencem à mesma linhagem dos dragões de Komodo e descreveu a forma como os sistemas de veneno dos lagartos e das cobras partilham, na realidade um ancestral comum.

Membros da mesma equipa usaram agora uma simulação de computador para modelar o crânio dos dragões do Komodo e descobriram que o sua mordida tinha apenas um sexto da força da de um crocodilo de água salgada australiano, que tem um crânio de tamanho semelhante.

Em vez disso, os crânios do dragão do Komodo parecem optimizados para suportar stress ao longo dos dentes, ou seja, para resistir às presas que estão a tentar escapar.

Para além disso, a equipa realizou tomografias da cabeça dos dragões de Komodo, identificando uma enorme glândula de veneno e canais que conduzem a espaços entre os dentes dos animais.

A dissecação desses canais revelaram toxinas que se sabe serem capazes de baixar a pressão sanguínea e agem como anticoagulantes, levando as presas a entrar em choque e sangrar até à morte.

Os investigadores sugerem que os dragões do Komodo produzem uma quantidade reduzida de um veneno comparativamente fraco e o seu método de o aplicar também não é o mais eficiente.

 

"Os lagartos fazem um ferimento enorme com os dentes, o que é o suficiente para lá colocar o veneno", diz Christofer Clemente, um fisiologista comparativo da Universidade de Cambridge e co-autor do estudo. "São robustos o suficiente para conseguirem manter a presa subjugada. Outros grupos de répteis, como as cobras, são muito mais frágeis logo têm que morder a presa e soltá-la, daí as presas ocas que inoculam um veneno muito mais mortal."

A descoberta coloca um fim noutra teoria sobre o modo como os dragões de Komodo funcionam, a que mencionava as bactérias presentes na sua boca a infectar rapidamente a vítima.

Essa sugestão foi primeiro apresentada, de forma breve, num livro de Walter Auffenberg em 1981. No entanto, experiências mais recentes não encontraram espécies de bactérias comuns a todos os animais. "Essa teoria tem andado nas bocas do mundo há anos mas nunca foi realmente provada", diz Ian Stephen, curador de herpetologia do Museu de Londres.

Megalania Stephen refere que a sugestão da natureza venenosa do dragão do Komodo foi "radical" e coloca a questão do motivo porque a glândula de veneno não tinha sido descoberta em animais dissecados, até agora.

Mas, continua ele no artigo, "é muito interessante e parece fazer todo o sentido".

Os resultados também sugerem que o agora extinto Megalania, um parente próximo do dragão do Komodo que atingia sete metros de comprimento, também deve ter sido venenoso, o que o tornaria o maior animal venenoso que alguma vez viveu. 

 

 

Saber mais:

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