2009-05-15

Subject: Pensar em dinheiro aplaca rejeição social

 

Pensar em dinheiro aplaca rejeição social

 

 

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Manipular ou mesmo contemplar dinheiro pode aliviar tanto a dor física como a perturbação causada pela rejeição social, revela um estudo agora conhecido realizado por psicólogos americanos e chineses.

No entanto, salienta o estudo, recordar o dinheiro que gastámos intensifica ambos os tipos de dor.

As descobertas sugerem que o mero pensamento de ter dinheiro faz as pessoas sentirem-se fisicamente mais fortes e menos dependentes da aprovação de outros para satisfazer as suas necessidades. "O dinheiro activa um sentido geral de confiança, força e eficácia", propõem os investigadores.

O estudo apoia experiências anteriores em que sujeitos experimentais que tinham sido subconscientemente talhados com pensamentos de dinheiro tinham menor probabilidade de pedir ajuda em tarefas difíceis.

"Trabalhos anteriores não tinham ido tão longe ao ponto de associar memórias de dinheiro a algo no nível perceptual físico", explica Kathleen Vohs, da Universidade do Minnesota em Minneapolis, que esteve envolvida tanto em investigações anteriores como no estudo actual, que foi publicado na última edição da revista Psychological Science.

O psicólogo Xinyue Zhou, da Universidade Sun Yat-Sen de Guangzhou, realizou meia dúzia de experiências com grupos de 72 a 108 estudantes, para testar como os pensamentos subconscientes de ganhar ou perder dinheiro afectavam a sua resistência tanto à dor da rejeição social como à dor de imergir os dedos em água quente.

Os estudantes jogaram um jogo de computador chamado Cyberball, em que os jogadores pensam estar a jogar à bola com outras três pessoas. Na realidade, os outros três são controlados pelo computador, que eventualmente recusa atirar a bola para o jogador humano. O jogo é geralmente usado pelos psicólogos para provocar sentimentos de exclusão.

Os estudantes que tinham fisicamente manuseado dinheiro antes de jogarem, pensando que estavam a desempenhar uma tarefa de destreza manual, relataram sentir menos perturbação numa escala standard de auto-estima social do que aqueles que tinham manuseado pedaços de papel branco.

 

Noutra experiência, os estudantes que contaram dinheiro antes de mergulhar os dedos em água quente relataram níveis inferiores de dor do que aqueles que tinham contado papel branco. Os estudantes que manusearam dinheiro também relataram que se sentiam mais fortes do que os do papel branco.

Os investigadores pediram a alguns estudantes que escrevessem as suas despesas mais recentes antes de jogarem Cyberball, enquanto outros escreveram simplesmente sobre o tempo. Os que escreveram as suas despesas relataram sentir maior perturbação quando eram excluídos do jogo virtual.

Essa exclusão social e a dor física provocarem reacções paralelas apoia uma ideia emergente na psicologia, de que algumas das ferramentas cerebrais para o processamento da interacção social evoluíram adaptando sistemas preexistentes que lidavam com a dor física.

"Sabemos que a exclusão social tem todo o tipo de consequências negativas para o comportamento", diz o psicólogo Nathan DeWall, da Universidade do Kentucky em Lexington. Por isso pode valer a pena explorar num estudo futuro se pensar em dinheiro poderá "reduzir o efeito da exclusão sobre a agressão".

Dan Ariely, economista comportamental na Universidade de Duke em Durham, Carolina do Norte, sugere que o dinheiro também é uma forma de as pessoas recuperarem a sensação de controlo. "Teria sido fantástico testar como este sentimento se alterava ao logo do tempo", à medida que a economia deslizava para a recessão, diz ele. Um estudo desses poderia revelar a taxa flutuante de troca entre o valor calmante do dinheiro e as associações com o comportamento social. 

 

 

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