2004-03-14

Subject: Urina de mabeco usada como vedação

News of the Wild

 

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Em destaque:

Urina de mabeco usada como vedação

 

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O mabeco Lycaon pictus está listado como criticamente ameaçado pela World Conservation Union (IUCN) e o seu principal inimigo é o seu instinto para vaguear até áreas em que encontra o Homem. Agora, os investigadores têm esperança de encontrar uma forma de impedir que tal aconteça com a ajuda de amostras de urina, que serão usadas da mesma forma que os animais na natureza, ou seja, para demarcar territórios. 

O conceito foi denominado BioVedação e é baseado na mesma técnica de alçar a pata que os cães domésticos usam.  Os mabecos fazem o mesmo nos seus territórios, especialmente nos limites. Estas marcações parecem actuar como fronteiras, geralmente respeitadas pelos clãs vizinhos. 

Se esta experiência para copiar as barreiras naturais for bem sucedida, pode ajudar muitos os cerca de 5000 a 6000 mabecos que restam na natureza, em bolsas isoladas de território, e até proteger também outros predadores que utilizem marcas odoríferas para delimitar os seus territórios. 

A experiência está a ser conduzida no delta do Okavango, onde a população de 800 mabecos corresponde a cerca de metade do total estimado para o norte do Botswana e países adjacentes (Namíbia, África do Sul e Zimbabwe).

John "Tico" McNutt é o responsável pelo projecto, parte do Botswana Wild Dog Research Project por ele fundado em 1989. O projecto é considerado crucial para a criação da Moremi Wildlife Reserve e está ser levado a cabo em colaboração com as comunidades locais, operadores turísticos e o departamento de fauna selvagem do Botswana. 

 

McNutt considera a perda de habitat a principal causa do declínio dos mabecos, pois a sua busca por comida acaba por levá-los para junto das populações humanas que os consideram uma ameaça para o gado. Os mabecos caçam realmente gado doméstico pois as suas presas naturais desapareceram, seja devido à competição com as manadas domésticas ou por caça excessiva. 

Para piorar esta situação, as pessoas têm, de forma geral, uma fraca opinião acerca dos mabecos, que resulta em "atirar à vista". A sua natureza confiante acaba por fazer deles presas fáceis destes preconceitos. A colonização humana expôs os mabecos às doenças dos cães domésticos e ao perigo de atropelamento nas estradas que são construídas através dos seus territórios. 

Inicialmente, as experiências serão feitas com amostras de urina retiradas de mabecos residentes, pois não é ainda possível produzir os compostos complexos sinteticamente. 

Descobrir como os mabecos utilizam as marcas odoríferas pode ajudar na sua conservação mas muitas outras informações devem estar contidas nessas marcas. As marcas do casal alfa são as mais notórias. O casal investiga as marcas dos seus vizinhos e coloca, por sua vez, marcas em locais próximos. De forma geral, o conhecimento de que existem vizinhos é suficiente para a matilha se retirar da zona, após deixar a sua marca no limite, explica McNutt. 

Como animais que comunicam essencialmente pela visão e pelo som, não nos apercebemos da complexidade da comunicação olfactiva. Já existem anos de investigação sobre o canto das aves mas mal se riscou a superfície da comunicação química, apenas se sabe que existe, refere McNutt. 

 

 

Saber mais: 

Botswana Wild Dog Research Project

The World Conservation Union

Matilhas de mabecos reintroduzidas em África

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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