2009-05-08

Subject: Bioelectricidade melhor que biocombustíveis para os transportes

 

Bioelectricidade melhor que biocombustíveis para os transportes

 

 

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Veículos movidos a electricidade obtida a partir da biomassa vão mais longe e produzem menos emissões de gases de efeito de estufa que os veículos movidos a etanol, relatam os investigadores.

A queima de biomassa para produzir electricidade é geralmente mais eficiente do que converte-la em etanol e os veículos eléctricos, apesar de muitas vezes mais dispendiosos de fabricar e manter do que outros com motores de combustão interna, também são mais eficientes na conversão dessa energia em movimento.

No estudo agora conhecido, a equipa de investigadores liderada por Elliott Campbell, da Universidade da Califórnia, Merced, criou um modelo de todo o sistema, desde o cultivo da do material vegetal à propulsão do veículo, comparando as emissões de gases de efeito de estufa acumuladas para os biocombustíveis e para a bioelectricidade. Descobriram que a via da bioelectricidade ganha tanto ao etanol de milho como ao etanol celulósico mais avançado obtido a partir de gramíneas como a Panicum virgatum.

"Esperávamos que a electricidade ficasse melhor na fotografia que o etanol de milho mas foi surpreendente ver que afinal também é melhor que os etanóis de segunda geração, mais avançados", diz Campbell. "Em todos casos, a via da electricidade utiliza muito menos terreno para obter a mesma quantidade de transporte."

O estudo, publicado na última edição da revista Science, sugere que, em média, um veículo eléctrico movido a biomassa viajará 81% mais que um veículo de combustão interna movido a etanol celulósico se ambos os combustíveis forem produzidos a partir da mesma área de terreno agrícola. Ainda mais importante, as reduções nas emissões de gases de efeito de estufa quando se utiliza bioelectricidade são de o dobro das calculadas para o etanol celulósico.

Sónia Yeh, engenheira da Universidade da Califórnia, Davis, diz que os resultados do estudo, ainda que não sejam surpreendentes, foram apresentados de forma diferente, em quilómetros e emissões por hectare, o que permite uma comparação directa entre a bioelectricidade e os biocombustíveis líquidos. "Penso que este estudo só reforça o que já sabemos mas introduz uma nova e interessante unidade para analisar o impacto sobre os terrenos agrícolas."

 

Yeh diz que o estudo reforça a abordagem da Califórnia à redução das emissões no sector dos transportes. O 'standard de combustíveis com baixo teor de carbono', adoptado no mês passado, estabelece um standard de emissões de gases de efeito de estufa para os combustíveis e de seguida permite às companhias que escolham as suas próprias tecnologias, onde se inclui o transporte eléctrico.

Pelo contrário, a política do governo federal americano está focada nos biocombustíveis. O mandato federal sobre de 9 mil milhões de galões de biocombustíveis em 2008 (comparados com os quase 138 mil milhões de galões de gasolina) para 36 mil milhões de galões de biocombustíveis por volta de 2022. A cinco de Maio, a Agência de Protecção Ambiental americana propôs standards de emissões de gases de efeito de estufa para os diversos biocombustíveis mas não mencionou o transporte eléctrico.

No entanto, existem propostas para aplicar algo semelhante ao standard de combustíveis com baixo teor de carbono da Califórnia a nível nacional. Os democratas na Casa dos Representantes incluíram essa proposta na legislação sobre o clima que está actualmente em consideração e o presidente Barack Obama também apoia a abordagem californiana.

Jeremy Martin, investigador sénior da União dos Cientistas Preocupados em Washington DC, considera que é demasiado cedo para dizer até que ponto os veículos eléctricos serão bem sucedidos ou que papel os biocombustíveis avançados podem ter no futuro. Ele diz que a chave é a existência de uma política flexível que estabeleça objectivos claros e permita que todas as tecnologias compitam para os alcançar.

"O artigo agora publicado demonstra de forma clara que há mais que uma via tecnológica para colocar o sector agrícola a funcionar no sector dos transportes e seria muito pouco inteligente colocar todos os nossos ovos num único desses cestos." 

 

 

Saber mais:

WWF apela aos projectos de biocombustíveis brasileiros

Apelo a que se abandonem os objectivos relativos aos biocombustíveis

Biocombustíveis são crime contra a humanidade

 

 

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