2009-05-04

Subject: Jardins zoológicos ajudam a seguir rasto de pandemias

 

Jardins zoológicos ajudam a seguir rasto de pandemias

 

 

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Os jardins zoológicos estão a ser recrutados pelo governo dos Estados Unidos para seguir a propagação da gripe das aves esta Primavera mas ainda não há planos de utilização destas instituições para seguir a gripe suína, ainda que muitos especialistas acreditarem que tal poderia ser facilmente feito.

Com laboratórios veterinários topo de gama e especial especializado disponível para olhar por todos os tipos de animais, os jardins zoológicos estão bem colocados para seguir doenças que se propagam rapidamente nas populações animais.

Os jardins seguem cuidadosamente todos os animais das suas colecções. Os visitantes que vêm observar os leões e as focas podem não ter noção mas muitos jardins zoológicos até analisam os esquilos e os pombos da rua que morrem nos seus terrenos ou são devorados pelos seus residentes.

O governo americano está a investir fortemente na utilização dos jardins zoológicos como rede de alerta médico mas até agora não há nenhum programa para o seguimento da propagação do vírus da gripe suína H1N, agora oficialmente baptizada gripe A.

A vigilância activa pode identificar qualquer vírus de gripe detectado e amostragens repetidas da mesma localização pode permitir aos investigadores seguir as alterações do vírus ao longo do tempo, explica Amy Glaser, virologista da Universidade de Cornell, que ajudou a estabelecer e manter a componente de testes de laboratório de um programa de monitorização de jardins zoológicos anterior para o vírus do Nilo. "O sistema deve ser capaz de identificar qualquer tipo de vírus de gripe em circulação, incluindo o da gripe A/H1N1."

Pouco se sabe acerca da transmissão do vírus da gripe suína entre as diferentes espécies ou as suas origens evolutivas e um sistema desse tipo pode ajudar a detectar a passagem ou mutação do vírus entre hospedeiros.

O Lincoln Park Zoo, um pequeno jardim zoológico histórico em Chicago, foi o coração da primeira rede de monitorização de doenças. Na década de 90, o jardim zoológico começou a recolher as amostras de tecidos de cavalos e animais afins para ajudar o Serviço de Inspecção da Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA APHIS) a seguir a tuberculose em ungulados.

Investigadores do Lincoln Park contactaram alguns outros jardins zoológicos e recolheram mais amostras. Na época, a recolha de dados sobre a tuberculose em animais exóticos foi gerida e financiada somente pelo Lincoln Park mas isso rapidamente mudou com o vírus do Nilo.

Num encontro sobre o vírus do Nilo em 2001, investigadores do Lincoln Park mostraram aos funcionários do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) o que tinha sido alcançado com a tuberculose de ungulados e convenceram-nos a investir no desenvolvimento de uma rede de monitorização de doenças mais extensa. A rede então gerida pelo Lincoln Park durante cinco anos testou mais de 16 mil amostras biológicas de mais de 13 mil animais de 39 estados, alojados em 121 jardins zoológicos acreditados pela Associação de Jardins Zoológicos e Aquários sediada em Silver Spring, Maryland.

 

Mais de 600 animais foram confirmados como tendo vírus do Nilo. Posteriormente, quando os mapas gerados pelo Lincoln Park foram comparados com os gerados pelo CDC, os investigadores descobriram que a presença da doença nos espécimes dos jardins zoológicos seguida de perto o movimento do vírus na população humana, provando que os jardins zoológicos podiam ser usados para seguir de forma eficaz doenças que passam livremente de animais para pessoas e vice-versa.

Esta Primavera, a mesma rede de jardins zoológicos está a testar a gripe das aves (estirpe H5N1) e vai trabalhar com a USDA APHIS para seguir a propagação da doença. "Ao contrário das quintas, que estão longe de zonas populosas, a maioria dos jardins zoológicos está no meio das cidades. Estamos muito bem situados e podemos ser o canário na mina de carvão", diz Dominic Travis, epidemiologista veterinário do Lincoln Park.

Dada a qualidade das suas instalações, a maioria dos jardins zoológicos será capaz de identificar rapidamente diferentes estirpes. "Há uma série de passos para o diagnóstico adequado do vírus altamente patogénico H5N1, mas os jardins zoológicos da rede podem obter informação preliminar em pouco tempo e, quando for adequado, soar o alarme", acrescenta Julia Chosy, epidemiologista de investigação no Lincoln Park.

Ainda que concebido para estudar a gripe das aves, o sistema pode seguir a propagação da gripes suína também. "Ainda não tivemos a conversa com a USDA APHIS sobre vamos começar a testar para gripe suína mas este sistema deve ser suficientemente flexível para se adaptar a isso", diz Travis.

No entanto, quando questionada sobre o papel da rede de saúde animal no seguimento e gestão do actual surto de gripe suína, a USDA não comentou directamente se o sistema será activado em breve. "Os jardins zoológicos estão bem posicionados para ajudar a USDA APHIS a seguir a emergência de doenças animais novas", diz Angela Harless, porta-voz da USDA em Washington DC. Harless acrescenta que o projecto ainda está em desenvolvimento e pode começar com o vírus da gripe das aves como programa piloto.

Glaser diz que a limitação actual é a tendência do governo para financiar programas de vigilância de 'agentes únicos'. "É de pouca visão focar-se num único vírus, como o da gripe ou do Nilo quando o próximo coronavírus, adenovírus, paramixovírus ou 'qualquer-coisa-vírus' pode estar a mostrar sinais de emergência. Isto tem acontecido frequentemente em populações animais antes de afectar humanos. Com um sistema destes à nossa disposição, não é inteligente monitorizar apenas as espécies virais que já estão a causar problemas." 

 

 

Saber mais:

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