2004-03-13

Subject: Ovários podem produzir novos óvulos ao longo da vida

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Ovários podem produzir novos óvulos ao longo da vida

 

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Os cientistas descobriram pistas que indicam que os ovários dos mamíferos produzem novos óvulos ao longo da vida, uma descoberta que pode trazer grandes avanços no tratamento de infertilidade e da menopausa. 

A descoberta desafia o dogma velho de décadas de que as mulheres e outras fêmeas de mamíferos nascem com um fornecimento limitado de óvulos imaturos. Este fornecimento vai sendo gasto por ovulação, degenerescência ou morte celular, até que, na menopausa, se esgota. 

Agora, investigadores americanos descobriram evidências da presença em ovários de rato de células estaminais ou totipotentes, capazes de criar novos óvulos durante o período reprodutivo da vida do animal. Estas evidências sugerem que os ovários têm mais em comum com a "fábrica" de espermatozóides que é o testículo do que se pensava. 

Ainda estamos espantados com tudo isto, explica Jonathan Tilly da Harvard Medical School, chefe do estudo. 

Trata-se de uma forma radicalmente nova de pensar, diz, por sua vez, Roger Gosden do Jones Institute for Reproductive Medicine na Virginia. Mas não está totalmente claro se estas células estaminais existem também nos ovários humanos, ou, se existirem, até que ponto são prolíficas. 

Se os investigadores encontrarem células estaminais nos ovários humanos, pode haver uma alteração total na abordagem à infertilidade e à menopausa. 

Sempre se pensou que a fertilidade feminina entra em declínio com a idade, pois o número e a qualidade dos oócitos com que nascem se deteriora. Por altura da menopausa, os oócitos já existem há cerca de 50 anos. 

Os resultados apresentados por Tilly, pelo contrário, sugerem que existirá uma contínua criação e morte de óvulos. Pode ser que, com a idade, menos ou mais defeituosos óvulos sejam produzidos, pois as células estaminais estão a envelhecer e a morrer. 

Tilly especula que, no futuro, as mulheres poderão congelar o seu tecido ovárico jovem com as células estaminais, para futura reimplantação e produção de óvulos "frescos" numa idade mais avançada. Por outro lado, os investigadores podem descobrir uma forma de reanimar células estaminais em decadência. 

 

Esse tipo de tratamento pode ser muito valioso para pacientes que sofram de cancro, cujos ovários fiquem danificados por quimioterapia ou para mulheres que queiram evitar a quebra de fertilidade com a idade ou mesmo reverter a menopausa. Mas o surgimento de tais tratamentos ainda vem longe, alerta Gosden.

A teoria de que os ovários albergam um conjunto restrito de óvulos surgiu de numerosos exames de tecido ovárico por volta dos anos 50 do século passado. Estas amostras mostravam que o número de folículos imaturos contendo óvulos era cada vez menor, com a idade. Ninguém tinha posto este conhecimento em causa até agora, refere Gosden.

A equipa de Tilly começou a por em causa este conhecimento ao observar que mesmo quando até um terço dos folículos ováricos estavam a morrer o fornecimento de óvulos não cessava. Não é fácil explicar este facto, a não ser considerando que novos óvulos estão a produzidos para substituir os que desaparecem. 

O grupo de investigadores identificou candidatas a células estaminais na superfície externa do ovário e, entre outras experiências, tratou os ratos com uma droga que paralisa as células estaminais. Após 3 semanas, descobriram que o número de óvulos imaturos no ovários dos ratos tinha sido reduzido em 95%, pois já não estavam a ser substituídos. 

Tilly refere que está agora a tentar isolar as células estaminais ováricas dos ratos e identificar genes caracteristicamente activos nelas. Assim, poderá posteriormente procurar potenciais células estaminais com assinaturas genéticas semelhantes em biópsias de ovários humanos. 

 

 

Saber mais: 

Macaco nasce após transplante de tecido ovárico

Ratos produzem esperma de macaco

Nature

 

 

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