2009-04-13

Subject: Cientistas encontram nervos do prazer

 

Cientistas encontram nervos do prazer

 

 

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Os cientistas dizem ter compreendido mais acerca da forma como o corpo responde ao toque agradável.

A equipa, que inclui cientistas da companhia Unilever, identificou uma classe de fibras nervosas presentes na pele que transmitem especificamente mensagens de prazer.

Descobriram também que as pessoas têm que ser acariciadas a uma certa velocidade, 4 a 5 cm por segundo, para activar a sensação de prazer. Os investigadores dizem que o seu estudo, publicado na última edição da revista Nature Neuroscience, pode ajudar a compreender a forma como o toque ajuda na manutenção das relações humanas.

Durante muitos anos, os cientistas têm tentado compreender os mecanismos por trás das experiências corporais da dor, bem como os nervos envolvidos na transmissão dessas mensagens para o cérebro. A importância desse estudo reside no facto de as pessoas puderem sofrer muito.

As neuropatias, situações em que o sistema nervoso periférico é danificado, podem ser muito dolorosas e por vezes o sistema de transmissão das mensagens funciona mal e uma pessoa pode sofrer dores mesmo que não exista causa para isso.

No entanto, os investigadores envolvidos neste estudo estavam a tentar compreender a sensação exactamente oposta, o prazer.

A pesquisa, que também envolveu peritos da Universidade de Gotemburgo na Suécia e da Universidade da Carolina do Norte nos Estados Unidos, registou as respostas nervosas de 20 pessoas.

Seguidamente, a equipa testou a forma como essas mesmas pessoas responderam ao facto de o seu braço estar a ser acariciado a diferentes velocidades. Eles identificaram fibras nervosas C-tácteis como sendo as estimuladas quando uma pessoa referia que o toque tinha sido agradável.

 

Se a carícia fosse mais rápida ou mais lenta que a velocidade óptima, o toque não era agradável e as fibras nervosas C-tácteis não eram activadas. Essa nova categoria de fibras nervosas apenas está presente em pele com pêlos e não se encontra na mão.

Francis McGlone, agora a trabalhar na Unilever depois de uma carreira académica em que desenvolveu investigação sobre a resposta nervosa, diz que é provável que este seja uma situação deliberada. "Acreditamos que esta deve ser a forma da Mãe Natureza garantir que as mensagens confusas não são enviadas para o cérebro quando [a mão] está ser usada como ferramenta funcional."

Ele diz que a velocidade a que as pessoas sentem prazer com as carícias no braço é a mesma que uma mãe utiliza para confortar um bebé ou que os casais usam para mostram afecto um pelo outro.

McGlone considera que esta situação é parte do mecanismo evolutivo que mantém as relações entre adultos ou de adultos com crianças. "O nosso impulso primário como humanos é a procriação mas há alguns mecanismos instalados que estão associados com o comportamento e recompensa que existem para garantir a continuação das relações." 

 

 

Saber mais:

Nature Neuroscience

 

 

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