2009-04-08

Subject: Mulheres com histórico familiar de cancro são mais optimistas no tratamento

 

Mulheres com histórico familiar de cancro são mais optimistas no tratamento

 

 

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Mulheres com história familiar de cancro da mama revelam uma aceitação diferente da doença quando comparadas com mulheres sem qualquer história familiar. 

O facto de terem passado por esta experiencia através de familiares e de existir sempre o risco de virem a ser vítimas, torna-as mais seguras e optimistas quanto à recuperação. 

A doença de cancro da mama é frequentemente vivida como um trauma físico e psicológico, sendo a ansiedade e a depressão sintomas recorrentes. Trata-se de um flagelo que afecta cada vez mais mulheres em todo o mundo.

Foi a partir desta realidade que Sofia El Hassani, psicóloga clínica licenciada pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), orientou a sua monografia intitulada “Será que as experiências de cancro da mama variam consoante a história familiar de doença?”.

Ao investigar a experiência de mulheres em tratamento de cancro da mama, verificando se estas experiências eram diferentes em mulheres com e sem história familiar da doença, Sofia El Hassani concluiu que a experiência de tratamento varia consoante a existência de história familiar de cancro da mama.

Para a sua investigação, a antiga aluna do ISPA utilizou como amostra quatro mulheres (uma de raça negra e três de raça caucasiana), com idades compreendidas entre os 46 e os 66 anos, do Hospital Pulido Valente em Lisboa, que passaram pelo processo de mastectomia e realizavam tratamento de quimioterapia adjuvante (pós-cirurgia) no momento da entrevista (método usado para a recolha dos dados). 

Divididas em dois grupos – com e sem história familiar de cancro da mama, as pacientes já estavam em casa e iam ao Hospital apenas para fazer exames e tratamento. As entrevistas, de aproximadamente uma hora, decorreram num gabinete do Serviço de Psicologia do Hospital Pulido Valente, analisadas a partir do método de investigação IPA – Intepretative Phenomenological Analysis de Jonathan Smith.

 

Tendo como pano de fundo o facto de esta doença comportar ainda um ataque à auto-imagem e auto-estima da mulher, já que se trata de um órgão com um grande cariz simbólico, associado a feminilidade, maternidade e à própria sexualidade da mulher, Sofia El Hassani verificou que “as mulheres que já viveram esta situação através de outros familiares tendem a encarar a doença com um olhar mais positivo já que estão conscientes do percurso que têm de fazer”.

O inverso sucede nas mulheres sem qualquer história familiar que evidenciam uma maior dolorosidade nos tratamentos, fazendo inclusive referência ao seu total desconhecimento antes de os iniciarem. Para Sofia El Hassani, “a representação social da doença oncológica é dotada de uma conotação negativa associada ao medo, sendo esta palavra entendida como uma ameaça ao conceito de sobrevivência.”

No caso das mulheres com história familiar, a investigou verificou que estas tendem a apresentar “espírito de luta” e “pensamentos intrusivos”; isto é, o espírito de luta prende-se com a aceitação do diagnóstico e optimismo durante o processo de tratamento,o que se traduz numa maior procura, por parte da mulher, de informação e recursos com vista ao combate da doença.

Perante uma doença penosa e repleta de implicações, a psicóloga clínica identificou ainda a ansiedade pelo fim dos tratamentos como o sentimento predominante. Contudo, nas quatro mulheres esta ansiedade faz-se acompanhar por alguma ambivalência, no que respeita à falta dos cuidados médicos regulares.

Ainda nas mulheres sem história familiar, Sofia El Hassani verificou que estas evidenciam maior questionamento por parte da doença na fase de diagnóstico e algumas tentativas de atribuição causal, pois não compreendem porque lhes aconteceu, até porque não têm quaisquer antecedentes. Neste sentido revelam maior ansiedade e stress na fase de diagnóstico.

 

 

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