2009-03-29

Subject: Milhões de peixes formam cardume em instantes

 

Milhões de peixes formam cardume em instantes

 

 

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Investigadores americanos registaram o momento em que centenas de milhões de arenques se juntaram para formar um cardume monumental.

A equipa usou equipamento, que eles próprios inventaram, que utiliza ondas sonoras para seguir remotamente o movimento dos peixes.

A investigação descobriu que, quando o número de arenques atinge um ponto de viragem ou "patamar crítico", desencadeia uma série de reacções em cadeia que leva o cardume a formar-se em segundos. A equipa relata as suas descobertas na última edição da revista Science.

Os arenques formam cardumes que migram durante a época de desova, no Outono. O cardume desloca-se de forma "altamente organizada" e centenas de milhões de peixes viajam juntos para as águas rasas onde ocorre a desova.

O movimento muito ordenado dos peixes reforçou uma teoria anterior que diz que os grandes grupos de animais migradores, enxames ou cardumes, agem como um só indivíduo.

A tecnologia que os investigadores usaram chama-se Detecção Oceânica Remota de Ondas Acústicas e produz uma imagem de todo o cardume enviando e captando o eco de ondas sonoras do corpo dos peixes.

Com este equipamento, as medições podem ser feitas a grande velocidade, tanto que a equipa foi capaz de criar uma imagem em movimento do cardume em formação. 

A utilização de ondas sonoras para seguir animais na escuridão do oceano não é novidade mas tradicionalmente um único navio de estudo lança feixes de som de alta frequência para o oceano, obtendo uma imagem de uma zona relativamente pequena. O novo sistema usa som de frequência muito inferior, que pode viajar muito mais longe.

 

"É como usar o oceano como um cabo de fibra óptica", explica Nicholas Makris, do Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT) que liderou a investigação. "Os feixes de baixa frequência permanecem aprisionados na coluna de água e podem cobrir uma área de 100 km num minuto e meio."

Isto, diz Makris, é uma enorme melhoria sobre as técnicas convencionais, que ele compara a "observar um pixel num écran de televisão" enquanto a nova tecnologia permite "ver todo o écran".

O movimento inicial do arenque parece ser desencadeado pela redução de luz com o pôr do sol. "Quando a luz se desvanece, é mais seguro para os peixes afastarem-se do fundo do mar", diz Makris. "Uma vez que tenham um certo de outros peixes na sua esfera de percepção, eles juntam-se repentinamente, formando um cardume que cobre dezenas de quilómetros no espaço de uma dezena de minutos."

Os arenques juntam-se tão grande número, a coberto da noite, para uma "desova sincronizada", o que os ajuda a proteger-se de predadores. O movimento ordenado do cardume significa que os peixes chegam ao terreno de desova mais rápida e seguramente. "É verdadeiramente hora de ponta", diz Makris. "E há mesmo cidades de peixes lá em baixo." 

 

 

Saber mais:

MIT

Especialistas defendem novo paradigma de protecção dos oceanos e de gestão das pescas

 

 

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