2009-03-25

Subject: Ano crucial para as florestas mundiais

 

Ano crucial para as florestas mundiais

 

 

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Rainbow over a tropical forest (Image: Paul Harris/Earthwatch)

Os esforços para mitigar as alterações climáticas podem ser perturbados se os países não concordarem em proteger as florestas mundiais até ao final do ano, alertam os peritos. A Earthwatch considera vital que os líderes presentes na cimeira de Dezembro das Nações Unidas encontrem uma forma de acabar com a desflorestação.

A desflorestação representa cerca de 20% das emissões de gases de efeito de estufa resultantes de actividades humanas, revelam os dados das Nações Unidas. 

"Este ano é crucial para as florestas e para as alterações climáticas", diz o chefe de investigação sobre alterações climáticas da Earthwatch, Dan Bebber. "Esperamos grandes coisas da cimeira de Copenhaga no final de 2009, pois a não ser que lidemos com a questão das florestas como método de mitigação das alterações climáticas, vamos realmente perder a batalha para manter os gases de efeito de estufa abaixo dos níveis considerados perigosos."

Apesar das medidas introduzidas pelo Protocolo de Quioto, as emissões de CO2 continuaram a subir em resultado do aumento do consumo de energia e da perda de coberto florestal.

A razão porque a desflorestação é responsável por cerca de 20% das emissões de CO2 resultantes de actividades humanas é primariamente o resultado do abate ou queima de florestas de crescimento antigo para as converter em terrenos agrícolas.

"Esta questão vai ser crítica e nós achamos que é preciso aumentar a consciencialização das pessoas sobre este tema", diz Bebber. "Tem havido fortes pressões para a utilização não sustentável das florestas, particularmente nos trópicos. Provavelmente podemos fazer mil vezes mais dinheiro convertendo as florestas tropicais em terra agrícola para a produção de, por exemplo, soja do que fazendo uma gestão sustentada. É este desequilíbrio com que precisamos de lidar a nível global."

Gro Harlem Brundtland, a enviada do secretário geral das Nações Unidas para as alterações climáticas, diz que as emissões resultantes da desflorestação eram comparáveis ao total anual de emissões de CO2 da China ou dos Estados Unidos.

 

"Por isso a desflorestação tem que ser incluída no novo acordo sobre as alterações climáticas", disse ela aos delegados da reunião do Comité de Gestão das Florestas das Nações Unidas, que decorreu em Roma. "As florestas foram deixadas do Protocolo de Quioto mas agora temos que lhes encontrar um lugar na solução."

Para lidar com a desflorestação de forma efectiva, Brundtland referiu ser necessário desenvolver um regime que "crie os incentivos necessários para que os países em vias de desenvolvimento ajam de acordo com o interesse de todo o planeta".

Em Outubro de 2008 a análise Eliasch, encomendada pelo primeiro-ministro inglês Gordon Brown, concluiu que um acordo internacional para a protecção das florestas reduziria o custo de enfrentar as alterações climáticas até 50% em 2030.

A análise do homem de negócios sueco Johan Eliasch referiu que o dinheiro posto de lado para reduzir as emissões de carbono pelos países ricos podia ser transferido para países com florestas tropicais a precisar de protecção. Um esquema desse tipo podia reduzir as taxas de desflorestação até 75% em 2030, concluía Eliasch.

O principal concorrente que se propõe reduzir as perdas de coberto vegetal é um esquema chamado Redução das Emissões resultantes da Desflorestação e Degradação (REDD) e foi apresentado pela primeira vez na cimeira das Nações Unidas de 2007.

O plano REDD afirma que os países "dispostas e capazes de reduzir as emissões resultantes da desflorestação devem ser financeiramente compensadas por o fazerem". Os apoiantes deste processo dizem que irá oferecer o necessário apoio financeiro para evitar que grandes áreas de floresta tropical sejam abatidas.

Seja qual for o plano preferido, Bebber diz que é vital que os delegados da cimeira de Copenhaga cheguem a acordo sobre a forma de combater a desflorestação. "Se estes esquemas não forem colocados em acção rapidamente vamos perder este barco completamente." 

 

 

Saber mais:

Earthwatch

FAO

Análise Eliasch

 

 

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