2009-03-19

Subject: Tecnologia de células estaminais distinguida pelo MIT-Portugal

 

Tecnologia de células estaminais distinguida pelo MIT-Portugal

 

 

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celulas_cerebraisUma equipa da Universidade de Coimbra desenvolveu uma tecnologia inovadora e altamente especializada para identificação funcional de novos neurónios, com aplicações na epilepsia, depressão, Alzheimer, Parkinson ou esclerose múltipla. 

Regenerar células do cérebro através do recurso a células estaminais é o objectivo de um método desenvolvido na Universidade de Coimbra, e já alvo de uma patente internacional, que foi agora distinguido com o Prémio GlaxoSmithKline, no âmbito do Programa MIT-Portugal.

Através deste projecto científico, um grupo de investigadores tem tentado determinar como actuam as células estaminais neurais para as poderem ‘programar’ para reparação cerebral ou para influenciar células residentes no cérebro que executem essa função. 

«As patologias do cérebro são uma das principais causas de sofrimento nas sociedades modernas e são responsáveis por consumos económicos enormes. Estima-se que cerca de 30% das pessoas padeça de algum tipo de patologia ou disfunção cerebral. No entanto, estas patologias não têm tratamentos eficientes: há fármacos que aliviam sintomas mas não promovem a cura. O nosso grupo de investigação dedica-se a olhar para lá desta fronteira. Neste contexto, a utilização de células estaminais perspectiva-se como uma boa ferramenta para vir a desenvolver novas estratégias para curar, de facto, as patologias do cérebro e não simplesmente aliviar sintomas», explica João Malva, responsável pela equipa de investigação.

As técnicas desenvolvidas permitirão, por exemplo, ‘ensinar’ as células estaminais do cérebro a ‘introduzirem-se’ nos circuitos afectados pela doença, recorrendo à manipulação farmacológica. Outra hipótese estudada passa por cultivar as células estaminais em laboratório, transplantando-as posteriormente para cérebros lesados. 

 

A descoberta poderá ter resultados revolucionários em casos de reparação cerebral de doenças em que é necessário colocar novos neurónios dentro do cérebro do doente, como a epilepsia, a depressão ou as doenças de Parkinson e Alzheimer, ou em situações em que se introduzem novas células (oligodendrócitos) para reparar um cérebro doente, como na esclerose múltipla.

Os investigadores da Universidade de Coimbra – do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e do Instituto de Bioquímica da Faculdade de Medicina – desenvolveram uma inovadora técnica de análise de flutuações de cálcio intracelular, que funciona com base nas variações de concentrações de iões em cada célula, e que permite ultrapassar a dificuldade de diferenciação das células enquanto se encontram vivas. 

«A utilização desta tecnologia permitirá a descoberta de novos fármacos que actuam selectivamente em diferentes grupos de células e permitirá também descobrir novos fármacos que tenham a possibilidade de aumentar a diferenciação destas células imaturas em diferentes tipos de células que são necessários para reparar as diferentes patologias do cérebro», revela João Malva.

 
 

 

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