2009-03-01

Subject: Pluripotência para células humanas sem utilização de vírus

 

Pluripotência para células humanas sem utilização de vírus

 

 

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Pela primeira vez células humanas especializadas foram transformadas num estado semelhante a células estaminais embrionárias sem a utilização de vírus.

Este importante avanço coloca os biólogos de células estaminais mais próximos de ultrapassar uma barreira na utilização de células reprogramadas em terapias e estudos de novos medicamentos.

"O campo estava à espera destes estudos", diz Marie Csete, cientista-chefe do Instituto Californiano de Medicina Regenerativa em San Francisco.

As células estaminais embrionárias são pluripotentes, ou seja, capazes de gerar todos os tipos de células especializadas do corpo, e de criar linhagens celulares feitas à medida que podem permitir aos cientistas estudar melhor doenças humanas e testar possíveis tratamentos. 

Isso parecia difícil até 2006, quando Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, relatou ter reprogramado células da pele de ratinhos de forma a ficarem num estado tipo embrionário ao infectá-las com um vírus contendo quatro factores genéticos. Yamanaka chamou às células reprogramadas células estaminais pluripotentes induzidas (iPS).

Desde então, os cientistas usaram vários vectores virais para reprogramar células humanas com os 'factores Yamanaka', bem como métodos não-virais para reprogramar células de ratinho. Ninguém tem sido capaz de reprogramar células humanas sem usar vírus, que se integram de forma imprevisível no genoma, até este momento.

 

Os investigadores de células estaminais liderados por Andreas Nagy, do Instituto de Investigação Samuel Lunenfeld no Hospital Mount Sinai de Toronto, e Keisuke Kaji, da Universidade de Edimburgo, inseriram genes codificando os factores de Yamanaka num segmento de DNA, chamado cassette, que também contém um gene saltador conhecido por piggyBAC.

As equipas mostraram que esta cassette podia ser inserida no DNA de células de pele de ratinho e humanas, reprogramando-as de forma a voltarem ao estado tipo embrionário.

Seguidamente, as equipas usaram uma enzima chamada transposase para remover a cassette das células de ratinho mas alguns cientistas dizem que até que a cassette seja removida das células humanas, a técnica não é um avanço significativo sobre os outros métodos virais.

Nagy, no entanto, está confiante que será capaz de usar a enzima transposase para remover a cassette das células humanas. Actualmente ele está a tentar utilizar este método para reprogramar células de cão e gato. 

 

 

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