2009-02-27

Subject: Questionada origem de proteína de T. rex

 

Questionada origem de proteína de T. rex

 

 

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T. rex Mais dúvidas foram lançadas sobre a alegação de que uma proteína de dinossauro tinha sido sequenciada. Um crítico de há muito pediu uma análise independente dos estudos de 2007 de uma proteína antiga retirada de um Tyrannosaurus rex fossilizado depois de uma análise recente ter descoberto traços de hemoglobina de avestruz nas amostras originais.

Nos artigos contenciosos, os investigadores identificaram sete fragmentos de uma proteína chamada colagénio, que se encontra no tecido conjuntivo, e concluíram que as suas sequências são mais parecidas com a versão presente nas galinhas da proteína.

As amostras foram retiradas do fémur fossilizado de um T. rex. Para além de reforçar as evidências da ligação entre os dinossauros e as aves, as descobertas tornariam a proteína a mais antiga a alguma vez ser sequenciada, com perto de 68 milhões de anos.

O trabalho, publicado na revista Science, valeu-lhes parangonas em todo o mundo mas foi recebido com considerável cepticismo na altura.

Agora, Martin McIntosh, um perito em espectrografia de massa na Universidade de Washington em Seattle, diz que identificou hemoglobina de avestruz num conjunto de 48 mil espectros de proteínas apresentados em Setembro passado por John Asara, cujo laboratório no Centro Beth Israel de Boston analisou as amostras originais. 

McIntosh suspeita que as amostras foram, de alguma forma, contaminadas com proteínas de espécies modernas mas Asara mantém os seus resultados e rejeita as alegações de que as suas proteínas não eram puras.

As descobertas de McIntosh vieram a lume a 23 de Fevereiro, no sexto encontro anual da USHUPO, parte da Organização Proteómica Humana, em San Diego, Califórnia.

Durante uma palestra, Pavel Pevzner, biólogo computacional na Universidade da Califórnia, San Diego, citou o trabalho de McIntosh e apelou a uma revisão independente dos resultados originais. Segundo ele, a sua análise dá apoio estatístico a duas das sete proteínas colagénio que os autores da Science disseram que pertenciam ao T. rex mas agora a questão da contaminação voltou a criar preocupação sobre a validade das descobertas iniciais.

Não foi a primeira vez que Pevzner criticou as descobertas: antes de Asara disponibilizar o espectro da proteína em Setembro, Pevzner já tinha pedido publicamente a sua publicação, argumentando que o rigor estatístico dos resultados iniciais não podia ser verificado sem ele.

Pevzner também escreveu um comentário técnico crítico sobre as questões estatísticas na edição de Agosto último da revista Science. Num comentário técnico anterior em Janeiro do ano passado, 27 autores tinham escrito que não conseguiam confirmar o colagénio nas amostras e um estudo separado da Primavera passada afirmava que as proteínas pertenciam a fungos filamentosos.

 

McIntosh também escreveu um comentário técnico crítico na Science, sugerindo a existência de contaminação com base no espectro de hemoglobina mas foi rejeitado. Os revisores disseram que um fragmento de hemoglobina de avestruz não era suficiente para sugerir contaminação. McIntosh aceita que o seu artigo não prova contaminação mas acredita que as amostras podiam não ser puras.

Asara mantém as descobertas, ainda que a sua equipa tenha publicado um artigo de seguimento em 2007 em que se dizia que não havia apoio estatístico para um dos fragmentos. Ele diz que é "estatisticamente improvável" que apenas um péptido de avestruz aparecesse se houvesse realmente contaminação, especialmente dado que o sedimento e os reagentes da sua experiência não tinham qualquer vestígio deles. Ele alega que trabalho que espera publicar em breve também elimina a possibilidade de contaminação.

Em Maio passado, ele e Mary Schweitzer, a paleontóloga da Universidade Estatal da Carolina do Norte em Raleigh, que lhe forneceu as amostras de fémur, publicaram outro artigo na revista Science onde se mostra que mais comparações das proteínas antigas com as de espécies actuais, como o crocodilo e a avestruz, confirmaram o seu trabalho.

Entretanto, a controvérsia continua. Quando Pevzner questionou a sua audiência no encontro da USHUPO, nenhum das várias dúzias de investigadores presentes indicou apoiar os resultados do colagénio de T. rex. Asara estava na sala mas não respondeu.

Marshall Bern, biólogo computacional do Centro de Investigação de Palo Alto na Califórnia, que não esteve presente no encontro, refere que tende a apoiar a análise do colagénio de Asara. "Asara esteve à altura do teste de Pevzner", diz Bern. "Todo este escrutínio faz as duas proteínas que Pevzner verificou parecerem muito bem e nem me sinto pronto a descartar as restantes cinco. A contaminação é agora a questão."

Os dois principais autores do controverso estudo dizem que são capazes de aceitar uma revisão do seu trabalho, dependendo da sua forma. "Nós concordamos que a verificação das nossas descobertas é crítico para a sua aceitação", diz Asara, acrescentando que já existem colaborações em curso.

Schweitzer concorda: "Se a revisão analisar tudo, eu apoio a sua execução." 

 

 

Saber mais:

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