2009-02-25

Subject: Como nos adaptarmos às alterações climáticas

 

Como nos adaptarmos às alterações climáticas

 

 

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Saleemul HuqSaleemul Huq, do Instituto Internacional para o Ambiente e o Desenvolvimento (IIED) de Londres, é um pioneiro da adaptação às alterações climáticas.

Huq falou em Dhaka, Bangladesh, na Terceira Conferência Internacional sobre a Adaptação das Comunidades às Alterações Climáticas, que decorreu de 18 a 24 de Fevereiro.

Qual é o objectivo do novo Centro Internacional para as Alterações Climáticas e Desenvolvimento?

O objectivo é fazer do Bangladesh o laboratório para as adaptações às alterações climáticas. Queremos alterar a percepção actual do Bangladesh como o ícone dos países vulneráveis, para onde todos os jornalistas voam para ver mais vulnerabilidade, e torná-lo no ícone de um país adaptativo para onde todos voam para aprender como estão a lidar com a situação.

É um país muito, muito resistente e as pessoas sobrevivem mesmo nas situações mais difíceis. É uma força que construímos ao lidar com os impactos adversos das alterações climáticas.

Quando é que o centro começa a trabalhar?

Começamos este ano com cursos curtos sobre as alterações climáticas e desenvolvimento de modo geral mas focando-nos especificamente na adaptação às alterações climáticas. Esperamos que no final de 2010 possamos começar a formar estudantes de mestrado e, a longo prazo, esperamos ter acreditação para oferecer doutoramentos.

Porque sediar o centro no Bangladesh?

Há outros cursos sobre alterações climáticas e desenvolvimento a começar. Achamos que a nossa vantagem relativa é a localização num país em vias de desenvolvimento, onde pessoas de outros países semelhantes vêm tirar o seu mestrado.

Espera-se que aprendam o nível equivalente de teoria mas também sejam capazes de observar actividades, desde as comunidades locais às mais altas esferas, que as autoridades nacionais de gestão da água estão a realizar, as organizações não governamentais, etc.

O Bangladesh é pioneiro em termos do que acontece sobre adaptação. Ainda estamos muito no início mas já estamos muitos passos à frente de outros países em vias de desenvolvimento.

 

Como é que as pessoas se podem adaptar às alterações climáticas?

Um exemplo já adoptado no Bangladesh é a recolha de água da chuva como forma de ultrapassar a crescente salinidade das costas. As pessoas recolhem água da chuva nos telhados e colocam-na em grandes contentores para garantir que têm água para beber. Nas planícies de inundação, as pessoas estão a elevar as suas casas em plataformas ou pilares, a cultivar vegetais e não milho em jardins flutuantes. Fazem uma armação de bambu e carregam-na com jacintos de água, que criam raízes e fazem uma base para o crescimento dos vegetais. Assim, quando a água sobre ainda podem obter alimento.

Que tipo de investigação vai o centro realizar?

A ideia é instalar 12 a 20 locais para adaptação comunitária, de modo a abranger pessoas que vivam em zonas costeiras, agrícolas, piscatórias, florestais, etc.

Vamos utilizar a experiência de grandes organizações não governamentais para nos ajudar a obter a adaptação com base nas comunidades locais e trazer parceiros de outros locais onde elas actuam de forma a obter uma replicação do nosso trabalho.

Temos que ir para o campo e sujar os pés, encontrar colaboradores com quem trabalhar. No que se apelidava ciência da adaptação, fazia-se modelos e dizia-se "este local vai sofrer impacto" mas isso não é adaptação, é apenas um cenário de impacto.

A ciência é muito recente e para progredir temos que ir fazendo as coisas, aprendendo com elas e fazendo melhor da próxima vez. Não há forma de encontrar soluções através de exercícios teóricos. 

 

 

Saber mais:

Saleemul Huq

Third International Conference on Community Based Adaptation to Climate Change

 

 

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