2009-02-24

Subject: Nações unidas para cortar as emissões de mercúrio

 

Nações unidas para cortar as emissões de mercúrio

 

 

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Um tratado internacional para controlar as emissões de mercúrio parece destinado a tornar-se realidade.

Mais de 140 nações decidiram iniciar negociações para a concretização de um tratado que limite as emissões de mercúrio no encontro de 20 de Fevereiro em Nairobi do conselho de governos do Programa para o Ambiente das Nações Unidas (UNEP). As conversações para acertar os detalhes devem durar pelo menos três anos, com a versão a ser apresentada perante o conselho vigente por volta de 2013.

Entretanto, os governos concordaram que qualquer esquema voluntário de redução das emissões de mercúrio deve ser acelerado.

Os negociadores americanos chegaram a Nairobi com a ideia de estabelecer limites obrigatórios, uma mudança de perspectiva relativamente à administração anterior, que defendia que seriam suficientes directrizes voluntárias. "Houve uma reviravolta completa na posição dos Estados Unidos", comenta o porta-voz da UNEP Nick Nuttall.

"Isso foi uma enorme e positiva surpresa", acrescenta John Munthe, perito em emissões de mercúrio e em política internacional sobre ambiente do Instituto Sueco de Investigação Ambiental de Estocolmo. O mercúrio é um poluente global, salienta ele, e "para resolver os problemas de qualquer país precisamos de uma estratégia global".

Em Maio de 2008, o Parlamento Europeu votou a proibição da exportação de produtos contendo mercúrio, situação que entra em vigor em 2011. A União Europeia já tem regulamentações apertadas sobre a utilização de mercúrio, diz Alistair Steel, director executivo do grupo industrial Euro Chlor, de Bruxelas. Tradicionalmente, a produção de cloro tem vindo a utilizar um eléctrodo de mercúrio na electrólise do cloreto de sódio mas as alternativas existem e estão a ser cada vez mais utilizadas.

 

Munthe prevê que o foco inicial do tratado da UNEP não seja a indústria do cloro, químicos de laboratório ou lâmpadas de baixa energia que contêm mercúrio. "Não penso que essas áreas onde o mercúrio ainda tem utilizações importantes sejam as primeiras a ir." 

É mais provável que que o tratado aborde primeiro a mineração ilegal de ouro, onde o mercúrio é utilizado para formar a amálgama de partículas de ouro nos sedimentos fluviais, ou na utilização de catalisadores de mercúrio no fabrico de plásticos na China. 

Para além disso, as centrais eléctricas a carvão, que emitem mercúrio devido à sua presença natural no carvão, podem ser equipadas com dispositivos de captura de mercúrio, uma tecnologia que já existe mas que não é usada universalmente.

"Quando se tem a perspectiva de um tratado legalmente vinculativo, as mentes dos governos e das companhias ficam muito mais concentradas na resolução da questão", diz Nuttall.

 

 

Saber mais:

UNEP

Programa sobre mercúrio da União Europeia

 

 

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