2009-02-16

Subject: Vida extraterrestre pode existir entre nós

 

Vida extraterrestre pode existir entre nós

 

 

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Esqueçam Marte, a vida alienígena pode estar a prosperar aqui mesmo na Terra, foi dito numa importante conferência.

O nosso planeta pode alojar formas de vida estranhas e sem qualquer relação com a vida como a conhecemos, pelo menos de acordo com Paul Davies, físico na Universidade Estatal do Arizona.

Esta "vida na sombra" pode estar escondida em lagos de arsénico ou em nascentes hidrotermais nas profundezas do oceano, pelo que ele apelou aos cientistas para lançarem uma "missão à Terra" em busca de sinais de bioactividade nesses ambientes hostis. 

Formas estranhas de vida podem estar a viver entre nós, em formas que nem reconhecemos, continuou ele perante a Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), cujo encontro decorre em Chicago. Davies foi um dos oradores num simpósio que explora a possibilidade de a vida ter evoluído na Terra mais do que uma vez.

Os descendentes deste "segundo génesis" podem ter sobrevivido até hoje numa "biosfera sombra" que está para além do nosso radar porque os seus habitantes apresentam uma bioquímica tão diferente da nossa. "Os nossos microscópios estão adaptados para a vida como a conhecemos, logo não é surpresa que não tenhamos encontrado microrganismos com bioquímica diferente."

Se existe, a vida sombra pode ser baseada no DNA e RNA mas com um código genético ligeiramente diferente ou aminoácidos diferentes, tal como podemos ter organismos com diferenças mais drásticas.

"Talvez um dos elementos que a vida usa, carbono, hidrogénio, azoto, fósforo, tenha sido substituído por algo diferente", diz Davies. "Quando o digo, imediatamente todos pensam em vida com base em silício, por causa do Star Trek, mas não precisa de ser algo tão drástico. Por exemplo, a maioria das funções do fósforo podem ser realizadas pelo arsénico."

O arsénico pode ser venenoso para os humanos mas tem propriedades químicas que o podem tornar ideal no metabolismo de um microrganismo. 

Mas então como vamos descobrir algo que nunca vimos antes?

lago Mono"Há duas possibilidades", diz Davies, que também é director do BEYOND Centro de Conceitos Fundamentais em Ciência. "Uma é que a vida sombra esteja ecologicamente isolada, em nichos fora do alcance da humanidade." Nesse caso, temos que começar a procurar os ambientes mais inospitaleiros, como os desertos, lagos salgados e zonas com pressão, temperatura ou radiação UV elevadas.

 

"Por exemplo, se procuramos vida baseada em arsénico, podemos começar por ambientes que são ricos em arsénico e pobres em fósforo, como as fumarolas nas profundezas dos oceanos. Também existe um lago fortemente contaminado com arsénico na Califórnia, o lago Mono, pode-se lá encontrar microrganismos que obtêm a sua energia do arsénico. Mas eles não o incorporam, eles fumam mas não inalam."

Por outro lado, a vida sombra pode estar entre nós, misturada com a vida baseada no carbono. "Nesse caso vai ser bem difícil de detectar, tem que se encontra ruma forma de filtrar tudo o resto, como foi feito para descobrir organismos desconhecidos na água do mar."

Se encontrarmos algo, "a questão será se essa forma de vida é verdadeiramente diferente ou se é um ramo antigo da árvore principal da vida. E como saberemos se estamos a lidar com uma génesis diferente da Terra e não com a génesis de Marte? Sabemos que houve trocas de rochas entre os dois planetas e a vida pode apanhado a boleia."

"Pessoalmente, só estou interessado em estabelecer se a vida surgiu mais que uma vez. Se descobrirmos que surgiu mais do que uma vez do nada, com certeza terá acontecido o mesmo por todo o universo. Tudo estará repleto de vida e há boas hipóteses de não estarmos sozinhos."

Para compreender o que poderá ser a vida alternativa, podemos inventar vida nós mesmos. Se conseguirmos criar novas moléculas que se comportem como in vivo, podemos ir procurá-las na natureza, diz Steven Benner, da Universidade da Florida.

A sua equipa criou talvez a forma de vida alternativa mais fiel até à data. "Apresentamos o primeiro exemplo de um sistema químico sintético capaz de evolução darwiniana. Está vivo? De certeza não é auto-sustentável, é preciso alimentá-lo mas está a evoluir."

A molécula é basicamente uma versão modificada do nosso DNA dupla hélice mas com seis bases no seu alfabeto genético, em vez de quatro. Esses nucleótidos emparelham em cadeias capazes de replicação, ainda que apenas com a ajuda de polimerases e calor.

"A definição aceite de vida é uma molécula capaz de evolução darwiniana, logo estamos a tentar obter moléculas capazes de o fazer." Mas ele questiona a definição de vida, se não será demasiado fixa na Terra. "É preciso lembrar que só porque um sistema químico é auto-sustentável e capaz de evolução darwiniana, isso não passa necessariamente a corresponder a uma definição universal de vida." 

 

 

Saber mais:

AAAS

 

 

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