2009-02-15

Subject: Oceanos gelados não estão em pólos opostos

 

Oceanos gelados não estão em pólos opostos

 

 

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Pelo menos 235 espécies marinhas vivem em ambas as regiões polares, apesar de separados por 12 mil Km, revelou um censo da vida marinha nessas regiões.

Os cientistas ficaram surpreendidos por descobrir que as mesmas espécies de caracóis marinhos estão em ambos os pólos, colocando a questão de como evoluíram e se tornaram tão dispersos.

O censo, que envolveu 500 investigadores de mais de 25 países, foi levado a cabo durante o Ano Polar Internacional e faz parte do relatório do Censo de Vida Marinha (CoML), que será publicado em 2010.

"Algumas das espécies mais óbvias, como as aves ou as baleias, migram entre os pólos anualmente", explica Ron O'Dor, um dos cientistas principais do CoML. Mas, acrescenta ele, a presença de organismos menores em ambos os locais interessou particularmente os investigadores.

Um dos caracóis marinhos, também conhecidos por borboletas do mar, encontrado nas águas geladas dos oceanos Árctico e Antárctico é o Cliona limacina. O animal alimenta-se de Limacina helicina, outro caracol marinho presente em ambos os pólos.

O'Dor diz que ainda que apesar dos 12 mil Km de separação, não havia uma grande barreira à fauna marinha, como poderia ser uma montanha num habitat terrestre. "Os oceanos são uma zona de miscigenação, há muitas correntes que permitem aos organismos deslocarem-se."

Para além disso, as diferenças de temperatura nos oceanos não são suficientemente grandes para forma ruma barreira termal. "O oceano profundo nos pólos atinge temperaturas de -1ºC mas no equador a temperatura também não deve ir muito além dos 4ºC. Há uma continuidade nos oceanos em resultado do sistema de correntes a que chamamos 'tapete rolante' e muitos destes organismos têm ovos ou estados larvais que podem ser transferidos desta forma."

O'Dor refere que parte do trabalho do CoML incluiu examinar a informação genética dos organismos, o que pode ajudar os cientistas a identificar diferenças entre espécies aparentemente iguais.

 

"A abordagem tradicional era descrever as características físicas de um organismo, logo se esses organismos vivessem em habitats semelhantes, tivessem nichos ecológicos semelhantes e se alimentassem de coisas semelhantes, frequentemente eram muito parecidos ainda que tivessem origens diferentes. Por isso também estamos a trabalhar de forma próxima com a equipa do Código de Barras da Vida da Universidade de Guelph no Canadá e esperamos que por volta de 2010 tenhamos 90% das espécies marinhas analisadas e sequenciadas."

O projecto tem como objectivo desenvolver os códigos de barras de DNA como standard global de identificação de espécies usando marcadores genéticos, tal como o código de barras de uma loja identifica inequivocamente um produto.

"É uma forma nova de marcar ou classificar as coisas", diz O'Dor. "Ainda que os organismos tenham exactamente o mesmo aspecto e tenham sido identificados como sendo do mesmo tipo segundo os métodos tradicionais, a informação genética pode revelar que pertencem a uma subespécie diferente ou a diferentes populações."

O COML, que teve início em 2000, realizou 17 censos regionais envolvendo mais de dois mil cientistas de 82 países.

Actualmente, as equipas do censo estão a coligir e a examinar os dados recolhidos nos vários estudos, antes da publicação em Outubro de 2010 do primeiro Censo da Vida Marinha global. 

 

 

Saber mais:

CoML

 

 

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