2009-02-05

Subject: Cientistas encontram a maior cobra do mundo

 

Cientistas encontram a maior cobra do mundo

 

 

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Os investigadores descobriram fósseis da maior cobra conhecida, uma descoberta que pode lançar luz sobre o clima tropical do passado.

Os cientistas estimam que a cobra viveu há 58 a 60 milhões de anos e tinha perto de 13 metros de comprimento. O gigante, descoberto no nordeste da Colômbia, torna anãs as modernas pitões e anacondas, que geralmente não excedem os 6 a 6,5 metros e mas são consideradas as maiores cobras vivas.

Dado que as cobras são animais poiquilotérmicos que, ao contrário dos humanos, precisam de receber calor do ambiente para manter o seu metabolismo, os investigadores sugerem que nessa época a região teria de manter temperaturas na ordem dos 30 a 34ºC para a cobra ter sobrevivido. A maior parte das grandes cobras actuais vivem na região tropical sul-americana e do sudeste asiático, onde as temperaturas elevadas lhes permitem atingir tamanhos impressionantes.

"Agarramos na cobra e transformámo-la num termómetro gigante", diz o autor principal do estudo e paleontólogo de vertebrados Jason Head, da Universidade de Toronto, Canadá, que "quase gritou" quando se apercebeu pela primeira vez da real dimensão dos fósseis.

Colegas de Head descobriram vértebras e costelas fossilizadas de 28 cobras diferentes numa mina a céu aberto de carvão em Cerrejón. A estrutura das vértebras sugere que a cobra está fortemente aparentada com a boa constritora, levando a equipa a baptizá-la Titanoboa cerrejonensis, ou 'boa titânica de Cerrejon'. Comparando a forma e dimensão das duas vértebras melhor conservadas com as das cobras vivas, os investigadores calcularam que a cobra teria 12,8 metros de comprimento e pesava 1135 Kg.

"É sem qualquer dúvida a maior cobra alguma vez confirmada", diz Harry Greene, biólogo evolutivo da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque, que não esteve envolvido no trabalho. "É realmente espectacular."

Usando modelos baseados nas maiores cobras da actualidade e a sua estimativa do tamanho da Titanoboa, a equipa calculou como os trópicos seriam há 58 a 60 milhões de anos, período conhecido por Paleoceno. A temperatura média anual precisaria de ser pelo menos 30 a 34ºC para suportar o metabolismo da cobra, relatam eles na última edição da revista Nature. Este intervalo está de acordo com estimativas anteriores de modelos climáticos do Paleoceno, que assumem concentrações elevadas de dióxido de carbono atmosférico.

 

Os resultados também apoiam a ideia de que a diferença de temperatura entre os trópicos e as regiões de maior latitude no Paleoceno era tão grande como actualmente, ainda que as zonas de maior latitude fossem muito mais quentes nessa época. Isso contradiz a chamada 'hipótese do termóstato', que considera que as temperaturas tropicais permaneceriam mais ou menos estáveis mesmo que outras zonas do mundo aquecessem.

vértebra de uma anaconda moderna (esq) e vértebra da Titanoboa (dir)O estudo oferece "um grande corpo de evidências" aos investigadores que tentam estimar os climas do Paleoceno, diz Lisa Sloan, investigadora climática na Universidade da Califórnia, Santa Cruz. 

Mas Greene alerta para o facto de a equipa ter baseado os seus cálculos de temperatura parcialmente no maior tamanho de uma anaconda actualmente, que o estudo coloca em 7 metros. O número é "muito conservador" e pode atingir os 11 metros, diz Greene, o que baixaria a correspondente temperatura para os trópicos paleocénicos. 

 

 

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