2009-02-04

Subject: Alzheimer é diabetes do cérebro

 

Alzheimer é a diabetes do cérebro

 

 

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A forma mais comum de demência pode estar fortemente relacionada com outra doença vulgar na idade avançada, a diabetes tipo II, dizem os cientistas.

Tratar a doença de Alzheimer com a hormona insulina, ou com outros medicamentos que estimulem o seu efeito, pode assim ajudar os pacientes, alegam os cientistas.

A revista Proceedings of the National Academy of Sciences relata que a insulina pode proteger contra os danos às células nervosas cerebrais, cruciais na memória. Os peritos ingleses consideram que a descoberta pode ser a base de novos medicamentos par tratar esta doença.

A relação entre a insulina e a doença cerebral tem estado sob escrutínio desde que os médicos descobriram evidências de que a hormona era activa no cérebro.

Este último estudo, realizado em conjunto pela Universidade Northwestern nos Estados Unidos e a Universidade do Rio de Janeiro no Brasil, analisou os efeitos sobre proteínas conhecidas por ADDL, que se acumulam no cérebro de pacientes com Alzheimer e onde causam grandes danos.

A equipa recolheu neurónios da zona do hipocampo, uma parte do cérebro com um papel central na formação da memória, e trataram-nos com insulina e um medicamento chamado rosiglitazone, dado aos diabéticos tipo II para aumentar o efeito da hormona nas células.

Depois disso, as células eram muito menos susceptíveis aos danos quando expostas às proteínas ADDL, sugerindo que a insulina era capaz de bloquear os seus efeitos.

William Klein, da Universiade Northwestern, refere que os medicamentos que estimulam a sensibilidade do cérebro à insulina podem fornecer "novos caminhos" para o tratamento da doença de Alzheimer.

"A sensibilidade à insulina pode decair com a idade, o que se torna um novo factor de risco para o surgimento da doença de Alzheimer, os nossos resultados demonstram que aumentar os sinais de insulina pode proteger os neurónios contra os danos da doença."

 

O seu colega, Sérgio Ferreira, da Universidade do Rio de Janeiro, comenta: "Reconhecer que a doença de Alzheimer é um tipo de diabetes cerebral aponta o caminho para novas descobertas que podem finalmente resultar em tratamentos que modifiquem os efeitos desta doença devastadora."

Um porta-voz da organização inglesa Alzheimer's Research Trust refere que o estudo lança luz sobre a forma como a insulina interage com proteínas tóxicas associadas à doença.

"Pessoas com diabetes têm um risco maior de desenvolver Alzheimer. É bem sabido que a insulina afecta o funcionamento do cérebro e esta investigação vem somar mais evidências sobre a possibilidade de o Alzheimer ser um tipo de diabetes cerebral. As implicações mais entusiasmantes são que alguns medicamentos para a diabetes tenham o potencial de ser desenvolvidos como tratamentos para a doença de Alzheimer."

Victoria King, da organização Diabetes UK, comenta: "Já sabíamos que as pessoas com diabetes do tipo II têm maior risco de desenvolver Alzheimer. Este estudo está nas suas fases iniciais mas é interessante pois sugere qe a insulina, juntamente com medicamentos que ajudem o corpo a usar a insulina de forma mais eficiente, podem proteger contra os mecanismos biológicos associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer."

"Isto é muito intrigante e pode potencialmente ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para a doença de Alzheimer e lançar ainda mais luz sobre a sua ligação à diabetes. Certamente mais investigação nesta área é muito bem vinda." 

 

 

Saber mais:

Proceedings of the National Academy of Sciences

 

 

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