2009-01-31

Subject: Testes de tratamento para esclerose múltipla prometedores

 

Testes de tratamento para esclerose múltipla prometedores

 

 

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A terapia com células estaminais parece ajudar alguns pacientes nos primeiros estádios de esclerose múltipla a recuperar, de acordo com os resultados de um estudo preliminar.

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crónica em que o sistema imunitário do corpo ataca o sistema nervoso central (SNC). Os glóbulos brancos do corpo atacam a bainha de mielina que envolvem as fibras nervosas do cérebro e medula. Ainda que os sintomas variem, geralmente aumentam ao longo do tempo e incluem fatiga, visão desfocada e dificuldade em andar.

No novo teste, as células imunitárias dos pacientes foram primeiro destruídas e depois injectadas células estaminais sanguíneas retiradas da sua medula óssea. Dezassete dos vinte e um pacientes tratados no estudo melhoraram, revelando menos problemas com o equilíbrio ou com a visão e nenhum piorou ao longo dos 2 a 4 anos em que participaram no estudo.

Esta situação marca a primeira vez que a técnica "demonstrou realmente um reverter" da perda neurológica causada por esta doença, diz Richard Burt, da Universidade Northwestern em Chicago, que liderou o estudo.

Normalmente, quando os medicamentos para a EM falham em acalmar o sistema imunitário, os médicos podem adaptar a estratégia actualmente usada para os cancros do sangue: uma combinação de toxinas e radiação para destruir a medula óssea, que contém o sistema de formação de células sanguíneas, seguida de um transplante de células saudáveis para o restaurar.

No entanto, ainda que essas técnicas sejam eficazes, têm o risco de perigosos efeitos secundários e mesmo de morte.

O trabalho actual utiliza menos medicamentos tóxicos para matar primariamente um tipo de célula imunitária, os linfócitos T. Burt também foi capaz de administrar as células estaminais nos estádios iniciais da EM, quando o cérebro está mais capaz de reparar os danos.

Edwin McClure, um estudante de publicidade de 24 anos na Universidade Virginia Commonwealth, foi um dos pacientes tratados. Ele diz que foi o seu neurologista que lhe referiu o estudo depois de "ter tentado três medicamentos diferentes que foram todos ineficazes". Antes do estudo, diz ele, tinha que dar a si próprio uma injecção todos os dias e, ainda assim, a fatiga, falta de equilíbrio e visão reduzida limitavam as suas actividades. Agora, diz McClure, já não tem esses problemas ou tem que tomar medicamentos para a EM.

Muita investigação sugere que o início da fase de "recaída/remissão" da EM é a mais tratável, diz Patricia O'Looney, vice-presidente para a investigação biomédica da Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla em Nova Iorque. É quando a inflamação que destrói as bainhas de mielina está no seu máximo.

 

"Para tentar impedir a progressão e a perda de tecido, temos que tentar controlar essa inflamação", diz ela. Formas mais seguras e anteriores de destruir e substituir o sistema imunitário podem ser capazes de fazer isso, diz ela, mas ainda assim recomenda cautela acerca da técnica de transplante. "Não é um procedimento fácil, ainda que os resultados sejam impressionantes, é apenas um estudo preliminar."

A terapia de Burt é provavelmente menos tóxica que outras formas de imunossupressão intensa, diz Gianluigi Mancardi, da Universidade de Génova, Itália, que escreveu um comentário que acompanha o estudo. Mas, diz ele, "a terapia de Burt não pode ser considerada gentil, pois há com certeza efeitos secundários de alguma importância".

Burt acredita que o risco de morte devido a este procedimento é menos de 1%. Em comparação, o medicamento para a EM Tysabri (natalizumab), um anticorpo monoclonal, tem cerca de uma em mil hipóteses de causar uma grave infecção viral mas esses riscos foram considerados tão graves que inicialmente foi retirado de comercialização pelo fabricante. Agora apenas é prescrito ao abrigo de um programa especial nos Estados Unidos e traz sérios avisos na Europa.

Walter Royal, director do Centro de Esclerose Múltipla do Maryland, Baltimore, salienta alguns dos pontos fortes do estudo. Ele refere que os investigadores tentaram controlar as grandes flutuações frequentemente observadas na EM recrutando pacientes apenas depois de a sua situação ter estabilizado depois de uma recaída. Os pacientes também foram seguidos ao longo de um período de três anos, "o que certamente foi tempo suficiente para saber se as melhoras eram transitórias". Ainda assim, estudos maiores em vários centros são necessários, particularmente para avaliar os riscos, acrescenta Royal.

Burt concorda que o estudo da sua equipa é pequeno e teve falta de um grupo de comparação ou controlo. Ele está actualmente a recrutar pacientes para um teste maior e aleatório. Mesmo se outros trabalhos revelarem que o tratamento é eficaz para os primeiros estádios da doença, a técnica não ajuda os pacientes com EM progressiva posterior, diz Burt. Apesar das células estaminais da medula óssea recuperarem o sistema imunitário, elas não conseguem reparar a mielina depois de os neurónios terem sido severamente danificados. 

 

 

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