2009-01-29

Subject: Cor da plumagem indica estratégia de sobrevivência em aves

 

Cor da plumagem indica estratégia de sobrevivência em aves

 

 

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A cor das penas de uma ave pode ser uma indicação da estratégia que o seu sistema imunitário usa para bater os agentes patogénicos, revela um novo estudo agora conhecida.

Os pigmentos nas penas já foram associados à saúde geral das aves anteriormente. Os carotenóides que dão às patas da patola-de-pés-azuis a sua cor característica, por exemplo, também são antioxidantes encontrados na sua alimentação. Assim, as patolas-de-pés-azuis que têm uma infecção ou estão a passar fome têm as patas menos coloridas que as aves saudáveis.

Mas agora, investigadores franceses mostraram que as corujas-do-mato fêmea Strix aluco com plumagem vermelho escuro montam uma resposta mais poderosa às infecções que as fêmeas de penas mais claras. NO entanto, esta resposta mais forte tem um custo: as fêmeas mais escuras perderam mais peso ao longo do estudo do que as pálidas.

A descoberta sugere que em vez de apregoarem a saúde geral com a sua cor, as fêmeas estão a apregoar a sua estratégia imunitária.

"Pensamos que estas cores estão a ser usadas na selecção sexual", diz Julien Gasparini, do Laboratório de Ecologia e Evolução na Universidade Pierre e Marie Curie em Paris, que liderou o estudo.

Se os indivíduos estão a viver num ambiente em que a doença é uma grande ameaça, Gasparini prevê que as fêmeas mais escuras podem ser preferencialmente escolhidas por machos devido aos seus genes fortemente protectores, mas energeticamente dispendiosos, que beneficiam a sua descendência. Pelo contrário, as fêmeas mais claras serão as preferidas em zonas menos infestadas.

Os carotenóides só são responsáveis por uma pequena percentagem da coloração. A melanina, outro pigmento, é muito comum e está frequentemente envolvida na coloração de camuflagem mas há poucas evidências de que esteja relacionada com a saúde de um animal e muitas espécies têm cores relacionada com a melanina sem qualquer razão aparente. Este facto deixou os investigadores a pensar qual a função do pigmento nesses animais.

Gasparini decidiu investigar o papel da melanina nas corujas-do-mato selvagens. A equipa recolheu penas de 102 corujas que puseram ovos, fotografaram-nas digitalmente e usaram software para analisar a sua cor. Repetiram a experiência nas 258 crias que chocaram a partir desses ovos e descobriram que a cor era hereditária.

 

Os investigadores vacinaram cerca de metade dos adultos com um cocktail de antigénios de doenças como o tétano e a difteria. Entre 6 e 38 dias depois, as aves foram recapturadas, pesadas e recolhidas amostras de sangue para análise de anticorpos, para determinar a força da resposta imunitária.

Escrevendo na revista Journal of Animal Ecology, os investigadores revelam que o grau de vermelho nas penas de uma fêmea está fortemente associado à quantidade de anticorpos que ela produziu contra a vacina, com as fêmeas vermelho escuro a manter os níveis altos de anticorpos por um período maior do que as fêmeas pálidas.

Se a melanina está associada às estratégias imunitárias de todas as fêmeas desta forma ainda não se sabe mas os investigadores sugerem que a cor pode estar a assinalar a presença de características metabólicas que, de outra forma, permaneceriam invisíveis.

"A utilização combinada da bioquímica, imunologia, ecologia comportamental e genética neste estudo da coloração animal não tem paralelo", diz Kevin McGraw, investigador da coloração das aves na Universidade Estadual do Arizona em Tempe.

"É tentador especular que os genes associados à produção do pigmento melanina estão intimamente associados à maquinaria imunológica para a defesa parasitária", diz ele. Mas para isso ser explorado, as comparações entre a genética das corujas escuras e pálidas têm que ser feitas.

"Seria óptimo se conseguíssemos ir para além da heritabilidade e analisar a expressão génica e mapear as diferenças genéticas entre as cores", diz Geoffrey Hill, biólogo da Universidade Auburn no Alabama.

 

 

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