2009-01-23

Subject: Morte de árvores norte-americanas acelera

 

Morte de árvores norte-americanas acelera

 

 

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As árvores do oeste dos Estados Unidos e Canadá estão a morrer mais rapidamente do que costumavam mas não há um correspondente aumento no "recrutamento", ou seja, no número de novas árvores jovens.

As taxas de mortalidade, que andam na casa de 1%, têm um muitos casos duplicado no espaço de um par de décadas.

Esta tendência subtil está correlacionada com as alterações climáticas na região, que aqueceu entre 0,3 e 0,4ºC por década desde os anos 70. O trabalho baseou-se em 76 estudos a longo prazo das florestas e foi agora publicado na revista Science.

Um dos líderes do estudo, Phillip van Mantgem, do Centro Ocidental de Investigação Ecológica em Arcata, Califórnia, explica o aumento de mortalidade em termos financeiros: "Penso nisto como uma taxa de juro crescente, a diferença entre um retorno de 1% e de 2% composta anualmente ao longo de 50 anos será enorme."

A equipa eliminou uma série de explicações alternativas para esta tendência, por exemplo, uma floresta relativamente nova começa com muitas pequenas árvores e torna-se menos densa à medida que envelhece, ainda que com cada árvore maior. Por esta razão apenas analisaram locais onde a floresta tinha mais de 200, partes da floresta poupadas ao machado desde que a industria madeireira em larga escala começou na região no século XIX. Estas árvores estão continuamente a morrer e a nascer mas o processo de redução da densidade acabou.

O combate aos fogos moderno também foi eliminado analisando o conjunto de florestas que não têm um historial de fogos frequentes: também elas revelam um aumento na mortalidade.

Até agora, a correlação com o aumento da temperatura é apenas isso: uma correlação. "Não penso que estejamos enganados em relação à temperatura", diz Mantgem, "mas precisamos de ver de que forma a relação se desencadeia." O mecanismo actual, especula ele, pode variar ente diferentes florestas.

As que se localizam em regiões quentes e áridas podem estar a perder árvores devido ao stress hídrico. Mesmo que a precipitação seja estável, as temperaturas mais elevadas podem evaporar essa precipitação da árvore mais rapidamente. Nas regiões mais húmidas a subida da temperatura podem tornar a vida mais fácil às "coisas que devoram as árvores, como os escaravelhos", diz Mantgem.

 

Os escaravelhos da casca têm causado muitas mortes de árvores na região nos últimos anos e o aumento da mortalidade registado por Mantgem pode ser devida a sintomas de stress climático que torna as árvores mais frágeis perante esse tipo de calamidade.

"Estas alterações nas taxas de mortalidade são realmente uma indicação de um stress global do sistema e quando as árvores estão sob stress tornam-se mais susceptíveis a coisas como o escaravelho do pinheiro", diz Werner Kurz, do Serviço Florestal do Canadá em Victoria, Colúmbia Britânica.

O que este estudo significa para o equilíbrio de carbono da Terra também não é tão óbvio como pode parecer. Recentemente já foi demonstrado que as florestas antigas continuam a absorver carbono ao longo do seu terceiro século de vida e para além. "Com menos árvores vivas, seria de esperar que absorvessem menos carbono", sugere Kurz. "Mas o crescimento antigo é muito complexo."

É ainda menos claro que acções são necessárias perante os dados apresentados no estudo. "Se tentarmos mexer com a floresta, provavelmente acabaremos por acelerar as taxas de mortalidade", diz o co-autor Jerry Franklin, da Universidade de Washington em Seattle.

Mas se a taxa de mortalidade subir para percentagens mais elevadas, alguma acção pode ser realizada, diz Kurz. "Na realidade as opções disponíveis são recolher a madeira para biomassa ou produtos de madeira de longa duração de forma a manter o carbono fora da atmosfera e replantar espécies ligeiramente mais adequadas às alterações climáticas."

Mantgem concorda. Ele menciona o controlo de qualquer espécie invasora que possa aproveitar a oportunidade para se substituir às espécies florestais sob stress, o transporte de espécies para climas mais frios a norte e queimadas mais controladas para preparar as florestas para fogos descontrolados mais frequentes.

Ainda assim, acrescenta ele, "ninguém sabe realmente o que fazer. De repente estamos em território desconhecido". 

 

 

Saber mais:

Florestas antigas capturam mais carbono

Escaravelhos libertam mais carbono que fogos

Arrefecimento da Terra associado à destruição total das florestas

 

 

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