2009-01-21

Subject: Novas evidências do aquecimento antárctico

 

Novas evidências do aquecimento antárctico

 

 

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O continente da Antárctica está a aquecer ao mesmo ritmo que o resto do mundo, revela uma nova análise agora conhecida.

Os cientistas dizem que dados de satélite e estações climáticas indicam um aquecimento de cerca de 0,6ºC nos últimos 50 anos. Escrevendo na última edição da revista Nature, eles consideram que a tendência "difícil de explicar" sem o efeito da subida dos níveis de gases de efeito de estufa na atmosfera.

Entretanto, cientistas na Antárctica dizem que uma enorme plataforma de gelo está prestes a separar-se do continente. A plataforma Wilkins parece estar por um fio, devendo soltar-se da península Antárctica a qualquer momento.

A maioria das estações científicas do continente estão na península e os cientistas há muito que notaram que esta zona está a aquecer mas as tendências no corpo principal do continente têm sido mais difíceis de discernir pois há poucos dados. A zona está de alguma forma isolada do resto do clima do mundo devido aos ventos e às correntes oceânicas que lhe rodeiam o perímetro.

"Temos a vantagem de termos 25 anos de dados de satélites, com a grande vantagem de eles serem capazes de ver todo o continente", diz Eric Steig, da Universidade de Washington em Seattle. "Mas as estações terrestres têm a vantagem de terem dados muito mais antigos, por isso combinámos os dos tipos de dados. O que descobrimos, resumindo, é que todo o continente está a aquecer, de forma mais acentuada no Inverno e Primavera mas em todas as estações."

Eles concluem que a zona leste do continente, maior e mais fria, está a aquecer 0,1ºC por década, enquanto a zona ocidental está a aquecer 0,17ºC por década, mais rápido que a média global.

A avaliação global do clima de 2007 do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) concluiu: "É provável que tenha havido um aquecimento antropogénico significativo nos últimos 50 anos em todos os continentes excepto na Antárctica".

"É difícil imaginar em qualquer situação que levasse a aumento de gases de efeito de estufa que não levasse ao aquecimento da Antárctica", diz Drew Shindell, do Instituto de Estudos Espaciais Goddard (GISS) da NASA em Nova Iorque. "Temos quase a certeza que os aumentos de gases de efeito de estufa estão a contribuir para este aquecimento mas é difícil atribuir uma percentagem a aquecimento natural e a causas antropogénicas."

 

Ao longo dos últimos 30 anos, satélites também têm mostrado um aumento lento do gelo oceânico em volta da Antárctica, que alguns observadores dizem indicar um arrefecimento no continente ou pelo menos no oceano em seu redor, mas Walt Meier, do National Snow and Ice Data Center (NSIDC) de Boulder, Colorado, considera que os padrões de vento mais provavelmente a origem deste fenómeno.

"Em volta da Antárctica os ventos desempenham um papel mais importante que no Árctico. Se soprarem para norte o gelo forma-se rapidamente e se soprarem para sul, o gelo pode retrair rapidamente. No Árctico há maior constrição por parte das massas terrestres em redor.

"Então esta tendência positiva no Antárctico certamente não deve ser indicação de uma tendência de arrefecimento."

Ainda que espectaculares, os episódios de quebra de grandes plataformas de gelo, como parece estar prestes a acontecer, não são necessariamente devidos a alterações climáticas antropogénicas. Uma questão muito mais importante é se a nova análise do aquecimento antárctico antecipa importantes degelos na camada de gelo ocidental, que levaria a alterações do nível do mar e impactos globais.

"A vulnerabilidade é maior do que se pensava mas ainda existem incertezas na compreensão destes fenómenos que tornam difícil fazer previsões", diz Drew Shindell.

 

 

Saber mais:

Nature

Goddard Institute for Space Studies

BAS

 

 

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