2009-01-16

Subject: Peixes cruciais no ciclo oceânico do carbono

 

Peixes cruciais no ciclo oceânico do carbono

 

 

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Os peixes podem desempenhar um papel mais importante no ciclo marinho do carbono do que até agora se pensava, revela um no estudo agora conhecido.

Os investigadores descobriram que os peixes excretam quantidades prodigiosas de carbonato de cálcio, mineral que se pensava provir quase exclusivamente do plâncton marinho, como as algas com concha.

Os biólogos já sabiam que os peixes ósseos produziam carbonato de cálcio no intestino para se livrarem do excesso de cálcio ingerido através da água do mar mas este processo não tinha sido tido em conta nos modelos de química oceânica.

"Este é o primeiro estudo que sequer tentou associar a produção de carbonato aos ciclos globais do carbono nos peixes", diz Rod Wilson, fisiólogo de peixes na Universidade de Exeter, Reino Unido.

Wilson e os seus colegas ingleses, americanos e canadianos decidiram estimar a contribuição dos peixes para a produção global de carbonato marinho. Tiraram radiografias para observar a formação de carbonato nos intestinos dos peixes e mediram a quantidade excretada pela solha europeia Platichthys flesus e do peixe-sapo Opsanus beta, espécies modelo que já tinham estudado anteriormente. Seguidamente, usaram dois modelos independentes de computador para calcular a massa total dos peixes nos oceanos mundiais.

Os modelos sugeriram que existem entre 0,8 e 2 biliões de toneladas de biomassa de peixe nos oceanos, o que indica que os peixes ósseos produzem 40 e 110 milhões de toneladas de carbonato de cálcio por ano, diz o estudo. O intervalo é responsável por 3% a 15% do total estimado.

Os resultados laboratoriais podem ser extrapolados para as populações globais de peixe, diz Wilson, pois as predições são baseadas em relações bens estudadas entre o metabolismo, massa, nível de actividade e temperatura dos peixes. A estimativa é conservativa e pode o total da produção de carbonato de cálcio chegar aos 45% com cálculos mais liberais.

 

Esta situação pode elucidar o motivo porque as águas superficiais do oceano são mais básicas do que os modelos prevêem. O carbonato do plâncton não se dissolve não se dissolve até se afundar abaixo dos mil metros mas o carbonato produzido pelos peixes contém mais magnésio, uma impureza que lhe permite dissolver mais rapidamente e reduzir a acidez da água.

Os peixes podem aumentar a sua produção de carbonato em resposta ao aumento do nível de dióxido de carbono, sugerem os investigadores. Os oceanógrafos já alertaram para o facto de o plâncton e os corais produzirem menos carbonato de cálcio à medida que que a quantidade de CO2 atmosférico aumenta mas "o estranho é que pensamos que os peixes fazem o inverso", diz Wilson. Os peixes fabricam carbonato de cálcio combinando cálcio da água com iões carbonato gerados a partir do CO2 do corpo. Se o CO2 atmosférico aumenta como se espera, os peixes podem produzir mais iões de carbonato e logo mais carbonato de cálcio.

Os investigadores tencionam estudar mais peixes e obter estimativas mais firmes das taxas de dissolução dos carbonatos ricos em magnésio. Os resultados também precisam de ser verificados comparando com o teor de carbonato de cálcio dos peixes nos sedimentos, onde o mineral se deve encontrar conservado. 

 

 

Saber mais:

NOAA

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