2009-01-13

Subject: Segredos genéticos do lobo da Tasmânia

 

Segredos genéticos do lobo da Tasmânia

 

 

Dificuldades em visualizar este email?

Consulte-o online!

E.J. KellerOs cientistas detalharam uma proporção significativa dos genes encontrados no extinto lobo da Tasmânia.

A equipa internacional extraiu a informação hereditária do pêlo de vestígios preservados do animal, mantidos em museus americanos e suecos. A informação permitiu aos cientistas confirmar a relação evolutiva do lobo com os outros marsupiais.

O estudo, publicado na revista Genome Research, pode também dar algumas pistas para o motivo porque os animais se extinguiram. Os dois lobos da Tasmânia examinados tinham DNA virtualmente idêntico, sugerindo que havia muito pouca diversidade genética na espécie no momento da extinção. 

Ainda que tenha sido a caça que finalmente o levou à extinção, a sua longevidade como espécie podia já estar comprometida, acreditam os investigadores. As lições daqui retiradas não devem ser perdidas para os esforços modernos de conservação, diz a equipa.

"A diversidade genética numa população é um marcador fundamental para a ameaça de extinção e devia ser usada para avaliar a urgência da conservação", diz Stephan Schuster, da Universidade Estatal Penn.

O lobo da Tasmânia Thylacinus cynocephalus parecia um cão mas tinha listas como um tigre, ainda que, em termos evolutivos, tivesse muito pouco em comum com qualquer dos dois pois era mais aparentado com os cangurus e os koalas. Os lobos da Tasmânia selvagens viveram até por volta de 1900 e o último espécime cativo morreu no zoo de Hobart em 1936.

A sua extinção recente, e a existência de vários espécimes bem preservados em museus, levou muitos a especular que o animal poderia ser o melhor candidato a uma tentativa de ressurreição através de clonagem mas a equipa responsável por este estudo tem uma motivação diferente.

 

"O nosso objectivo é aprender como prevenir a extinção de espécies ameaçadas", diz Webb Miller, também da Estatal Penn e membro da equipa de investigação que inclui cientistas americanos, suecos, espanhóis, dinamarqueses, ingleses e alemães. "Quero aprender o máximo sobre as extinções de grandes mamíferos porque todos os meus amigos são grandes mamíferos. No entanto, espero que a publicação deste artigo revigore as discussões acerca de trazer de volta o lobo da Tasmânia."

A equipa extraiu DNA de pêlo preservados, uma táctica que se tem revelado muito frutuoso. A molécula de DNA degrada-se com o tempo mas a queratina abranda o estrago e limita a contaminação bacteriana.

Analisando o DNA mitocondrial, que muta a uma taxa estável pois apenas é passado da mãe para os filhos, permitindo aos investigadores datar a divergência das espécies. Assim, foi possível mostrar que os parentes vivos mais próximos do lobo da Tasmânia é outro marsupial, o numbat.

 

 

Saber mais:

Genes de lobo da Tasmânia vivem outra vez

À caça do extinto lobo da Tasmânia

Qual o papel dos dingos na extinção do lobo da Tasmânia?

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2009


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com