2009-01-07

Subject: Chita fóssil indica origem dos felinos no Velho Mundo

 

Chita fóssil indica origem dos felinos no Velho Mundo

 

 

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As chitas mais antigas conhecidas percorriam o que actualmente é a China há mais de dois milhões de anos, revelou um novo estudo, que apoia a teoria de que os felinos surgiram no Velho Mundo e não na América do Norte.

Os investigadores examinaram  e baptizaram uma nova espécie de chita pré-histórica. Um crânio fóssil praticamente completo, encontrado na província de Gansu, é semelhante em forma e tamanho às chitas modernas.

No entanto, alguns dos dentes são extremamente primitivos, refere o co-autor do estudo Ji H. Mazák, do Museu de Tecnologia e Ciência de Xangai.

Este "mosaico de características anatómicas" sugere que as chitas chinesas, baptizadas Acinonyx kurteni, representam uma etapa inicial da evolução destes felinos.

A variedade de características também indica que os aspectos do crânio e dos dentes considerados únicos das chitas evoluíram gradualmente, de acordo com o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Lançando alguma confusão sobre a nova descoberta, outros cientistas dizem que já tinham identificado a espécie e dado outro nome.

A chita, o animal terrestre mais rápido do mundo, é uma espécie fortemente ameaçada, estimando-se que a população adulta sobrevivente ronde os 7500 indivíduos, revela a International Union for Conservation of Nature (IUCN). A única população de chitas selvagens que vive fora de África é um grupo criticamente ameaçado de menos de uma centena de animais no Irão.

Mas os fósseis de animais semelhantes a chitas têm sido encontrados através de toda a África, Europa, Ásia, Índia e mesmo América do Norte, datando entre 3,2 milhões e 2 mil anos. O novo fóssil foi datado do final do Pleistoceno, entre 2,15 e 2,55 milhões de anos.

 

Duas espécies norte-americanas são consideradas por alguns cientistas aparentadas com as chitas gigantes da Europa. Esta possível relação levou alguns investigadores a especular que as primeiras chitas podem ter tido origem na América do Norte e viajado para a Sibéria através do estreito de Bering.

Mazák considera que a descoberta desafia esta teoria, sugerindo antes que a linhagem das chitas teve origem euroasiática ou africana. Por exemplo, as características primitivas dos dentes deveriam já ter sido ultrapassadas no fóssil chinês se as chitas tivessem vindo da América do Norte.

Isto deixa a questão se as chitas viajaram através do estreito de Bering no sentido inverso, da Sibéria para o Alasca, ou se a população americana terá evoluído separadamente, como alguns investigadores defendem.

Deng Tao, da Academia Chinesa de Ciências de Pequim, ficou "boquiaberto" ao ler o novo estudo, pois acha que o crânio não é de uma nova espécie. Ele considera que a sua equipa já descreveu esta espécie como Sivapanthera linxiaensis. O Sivapanthera é um género fóssil de uma chita ancestral, as chitas actuais pertencem ao género Acinonyx.

Mazák responde referindo que Deng estudou uma espécie diferente, que se assemelha mais ao género Panthera do que ao Acinonyx. Os fósseis de Deng também seriam demasiado grandes para serem chitas, acrescentando que a Sivapanthera não é uma espécie universalmente aceite.

Deng também acusa o novo estudo de usar uma compilação de ossos e não um crânio intacto original, possivelmente de espécies diferentes mas Mazák nega a acusação, referindo que todas as partes, incluindo dentes, são do mesmo indivíduo. 

 

 

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