2009-01-04

Subject: Bactéria pode ajudar a controlar Dengue

 

Bactéria pode ajudar a controlar Dengue

 

 

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mosquitoControlar a propagação de mosquitos usando uma bactéria que lhes reduz o tempo de vida a metade pode virtualmente eliminar a transmissão da febre de dengue, que mata cerca de 12500 pessoas por ano.

Os métodos tradicionais de controlar a propagação de doenças transmitidas por mosquitos, como a utilização de redes mosquiteiras e a drenagem de zonas húmidas, são ineficazes contra os mosquitos Aedes aegytpi que espalham o vírus da febre de dengue pois picam durante o dia e prosperam em zonas urbanas.

Scott O'Neill, geneticista da Universidade de Queensland em Brisbane, Austrália, desenvolveu agora uma nova forma de matar os mosquitos antes que o vírus do dengue estar suficientemente maduro para infectar as pessoas que picam. A febre de Dengue demora cerca de 8 a 10 dias para incubar nos mosquitos, logo tende a ser propagada por mosquitos mais velhos.

A equipa usou uma estirpe de bactérias que infectam os insectos, Wolbachia pipientis, que geralmente infecta moscas-da-fruta e lhes causa uma morte prematura. Adaptando a bactéria a infectar o A. aegytpi, a equipa espera também conseguir encurtar o tempo de vida do mosquito.

Depois de várias tentativas sem sucesso para infectar os mosquitos da febre de dengue com a forma natural de W. pipientis, a equipa cultivou a bactéria com células de mosquito e, ao longo de 3 anos, algumas das bactérias adaptaram-se de forma a infectar com sucesso duas fêmeas de mosquito.

Descobriram que o tempo de vida dos mosquitos infectados era de cerca de 30 dias, cerca de metade dos 60 dias de mosquitos criados em laboratório. A equipa reproduziu as fêmeas infectadas de forma a obter populações de mosquitos infectados, que também viveram apenas 30 dias. 

Os investigadores já iniciaram estudos de campo com mosquitos engaiolados para ver se obtêm resultados semelhantes aos laboratoriais pois os vírus do Dengue maturam a taxas diferentes o que torna difícil prever a idade absoluta a que os mosquitos têm que morrer. Mas O'Neill refere que se a Wolbachia adaptada também reduzir a metade a vida dos mosquitos na natureza, a transmissão do vírus pode ficar reduzida a quase zero.

 

Se os resultados dos estudos de gaiola forem positivos, O'Neill considera que o próximo passo deve ser tentar a mesma técnica com mosquitos selvagens e de vida livre. Ele espera estar nessa fase no espaço de três anos.

O'Neill diz que a vantagem do seu 'biopesticida' é o facto de ser mais provável que seja aprovado para utilização que outras tentativas em curso de controlar a propagação da febre do dengue modificando geneticamente os mosquitos vectores.

O método transgénico está a ser investigado pelo geneticista Luke Alphey na Universidade de Oxford, que fundou uma companhia chamada Oxitec para modificar geneticamente o mosquito da febre do dengue. Ele modificou larvas de mosquito de forma que precisam de ser alimentados com tetraciclina para sobreviver. Quando estes mosquitos criados em laboratório são libertados na natureza reproduzem-se normalmente mas a sua descendência morre pois não tem acesso ao medicamento. Os mosquitos modificados já passaram os estudos controlados de campo e os estudos de libertação piloto devem ter início nos próximos 12 a 18 meses.

Alphey acha a abordagem de O'Neill muito interessante e bem-vinda mas alerta que se as bactérias não reduzir o tempo de vida dos mosquitos para o tempo adequado na natureza, a estratégia não será útil.

Também é possível que os vírus do dengue capazes de amadurecer mais cedo evoluam em mosquitos infectados por Wolbachia, tornando esta abordagem menos útil a longo prazo. 

 

 

Saber mais:

Oxitec

OMS - Dengue

Mosquitos-tigre trazem doenças tropicais para a Europa

Revelada a ferocidade de vírus das ilhas do Índico

Descoberta a chave química da picada do mosquito

 

 

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