2009-01-03

Subject: Diamantes fornecem novas provas para desaparecimento de mamutes peludos?

 

Diamantes fornecem novas provas para desaparecimento de mamutes peludos?

 

 

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Mammoth impression (BBC)

A controversa ideia de que um impacto espacial pode ter dizimado os mamutes peludos e os primeiros colonos humanos da América do Norte recebeu um novo ímpeto: nano-diamantes e outros materiais exóticos resultantes de impacto foram encontrados em sedimentos finos. Estes materiais têm uma idade que coincide com o início de um evento de arrefecimento que durou um milénio, conhecido por Dryas Recente, há cerca de 13 mil anos.

Para além do desaparecimento de muitos grandes animais, este período também corresponde ao desaparecimento da cultura Clovis, uma civilização pré-histórica que muito consideram como a primeira ocupação humana da América do Norte.

Os investigadores utilizaram microscopia electrónica de transmissão (MET) para identificar diamantes encontrados em vários locais, quatro deles locais arqueológicos Clovis, por toda a América do Norte, sabendo que os diamantes se formam em condições de intensa pressão e temperatura.

"Descobrimos nano-diamantes que não são normalmente produzidos à superfície", diz James Kennett, geólogo na Universidade da Califórnia, Santa Barbara e co-autor do artigo publicado na revista Science. "Eles indicam que houve um evento extraterrestre na Terra há 12900 anos."

No ano passado os cientistas revelaram a descoberta de cinco tipos de nano-diamantes juntamente com material de impacto, como irídio e microsférulas magnéticas na camada de impacto do Dryas Recente, uma fina camada de sedimentos com 12900 anos de idade.

A nova análise com o MET, consideram eles, confirmaram uma abundância de diamantes em esférulas de carbono, material derretido que se forma numa fracção de segundo e a identificação de lonsdalite (diamantes hexagonais) associados a explosões de meteoritos.

O número de diamantes, até um milhão de vezes mais que nos sedimentos vizinhos, e a sua presença no interior de esférulas, refuta a especulação de que o material é parte de uma normal chuva de meteoritos, diz Allen West, geofísico aposentado e co-autor.

Os investigadores defendem que explosões aéreas de meteoritos desencadearam uma série de alterações climáticas, incluindo baixa de temperaturas e uma alteração abrupta na vegetação, teria dificultado a sobrevivência dos mamíferos de grande porte e dos caçadores Clovis.

A causa do desaparecimento dos Clovis e da megafauna há muito que é debatida e os cépticos continuam a não acreditar na hipótese da rocha espacial, ainda que aceitem que algo aconteceu há 12900 anos. Nicholas Pinter, geólogo na Universidade Southern Illinois, considera que ainda não há provas conclusivas.

 

Kennett propõe que carbono vulgar foi transformado em diamantes pela intensa pressão de ar da explosão mas Pinter diz que os nano-diamantes estão a ser identificados noutras localizações e épocas sem evidências credíveis de impacto. 

Doug Kennett duvida das teorias de caça excessiva, alterações climáticas e doenças geralmente usadas para explicar as extinções. O desaparecimento dos animais coincide com o desaparecimento dos artefactos Clovis, há 12900 anos, considerando que apenas o impacto permite explicar todos os acontecimentos. Mas outros discordam.

Jeff Severinghaus, geoquímico que estuda núcleos de gelo no Scripps Institution of Oceanography, duvida que um impacto possa ter levado a uma queda das temperaturas. Segundo ele, registos da Groenlândia sugerem que o arrefecimento começou antes mas ainda aguarda mais provas para tomar uma decisão definitiva.

Neste caso, os cientistas propõem que o calor e a pressão destabilizaram as orlas da camada de gelo que cobria a América do Norte, acrescentando água doce ao Atlântico e abrandando a corrente quente que aquece a Europa ocidental.

As poeiras lançadas para a atmosfera podiam ter arrefecido a Terra, levando a várias perturbações ecológicas, incluindo alterações bruscas na vegetação, mesmo que não causasse uma cratera, como no caso de Tunguska, Sibéria, em 1908, diz James Kennett. "Imaginem mil a 10 mil bombas atómicas a explodir no espaço de alguns minutos sobre dois continentes."

O céu seria uma nuvem de fogo e as ondas de choque arrasariam árvores e minúsculos diamantes choveriam sobre milhares de quilómetros, um terço da curvatura da Terra.

O cientista da NASA (AMES) David Morrison considera que a abundância de nano-diamantes é "um mistério interessante", mas não pensa que tenham sido produzidos por ondas de choque. A desintegração de um cometa o asteróide na atmosfera podia ter-se dispersado algumas centenas de quilómetros mas certamente não milhares de quilómetros através de um continente, diz ele. 

 

 

Saber mais:

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Explosão durante a idade do gelo devastou América

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