2004-03-02

Subject: Satélite pode ajudar na conservação de golfinhos

News of the Wild

 

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Satélite pode ajudar na conservação de golfinhos

 

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A Nova Zelândia tenciona usar sinais satélite para tentar salvar os golfinhos de Maui Cephalorhyncus hectori maui, o mamífero marinho mais ameaçado do mundo actualmente. 

O Departamento de Conservação neozelandês (DOC), está  a testar o sistema seguindo 3 golfinhos de Hector Cephalorhynchus hectori, uma espécie igualmente ameaçada, mas com um efectivo de cerca de 7000 animais, enquanto dos golfinhos de Maui restam menos de 150. Se o teste resultar, os criticamente ameaçados golfinhos de Maui serão os seguintes. 

Este procedimento, segundo o DOC, deverá fornecer a informação necessária sobre o território destes pequenos cetáceos. Os nossos esforços para salvar o menor golfinho da Nova Zelândia estão a ser atrasados pelo nosso desconhecimento sobre eles, explica Rob McCallum, do Departamento de Conservação. 

No entanto, os grupos conservacionistas locais estão veementemente contra a realização dos testes. 

Os golfinhos de Maui são agora protegidos através da proibição da pesca com uso de redes comerciais até 4 milhas náuticas ao largo da costa oeste da ilha Norte da Nova Zelândia, onde se sabe que os golfinhos vivem. 

Nos últimos 3 anos e meio, 8 golfinhos de Maui deram à praia mortos, mas desde a proibição do uso de redes, em 2002, apenas um animal foi encontrado morto. 

A preocupação do DOC é o facto de os golfinhos terem sido avistados bem para além da zona protegida, até 15 milhas náuticas da costa e a mais de 100 Km para sul dessa mesma área. Precisamos de saber exactamente se os golfinhos andam fora da área protegida, diz McCallum, para determinarmos quanto tempo aí passam. 

Internacionalmente, muitos mamíferos marinhos têm sido seguidos por satélite, frequentemente com resultados espantosos. Os golfinhos de Heaviside, parentes próximos dos golfinhos de Hector no sudeste africano, eram considerados animais de águas costeiras, mas quando marcados e seguidos por satélite descobriu-se que se afastavam até 25 milhas náuticas da costa. 

 

Para testar a eficácia do seguimento por satélite nos golfinhos de Hector, residentes na ilha Sul da Nova Zelândia, o DOC planeia duas pequenas etiquetas satélite, cada uma pesando cerca de 50 gr, à barbatana dorsal de 3 golfinhos. Os transmissores são presos com agrafos cobertos de nylon que eventualmente se desintegrarão, libertando as caixas dos animais. 

Os transmissores apenas funcionam acima de água, pelo que o objectivo dos testes é verificar se o comportamento dos pequenos golfinhos, que não mergulham muito fundo mas emergem por muito pouco tempo, permitirá a recolha de dados úteis. 

A doutora Liz Slooten, zoóloga da Universidade de Otago e estudiosa dos golfinhos da Nova Zelândia há mais de 20 anos, tem sérias dúvidas sobre a eficácia dos emissores. Argumenta que outro tipo de dispositivos não intrusivos, como recolha de sinais acústicos a partir de um barco e patrulhas aéreas, podem fornecer o mesmo tipo de informação evitando o potencial trauma para os golfinhos. Todos estes procedimentos são standard para o estudo de golfinhos e baleias, não havendo argumentos convincentes para a utilização de outro tipo de abordagem. 

Para a tribo Maori local, os Ngai Tahu, o plano faz todo o sentido, logo apoiam-no a 100%: temos que ajudar os nossos primos do norte a preservar o golfinhos de Maui.

Os testes devem iniciar-se brevemente, pois com menos de 150 golfinhos de Maui restantes, temos que considerar todos os meios disponíveis para salvar esta espécie, diz McCallum, não nos podemos dar ao luxo de esperar. 

 

 

Saber mais: 

WWF- Maui's dolphin

New Zealand Department of Conservation

Department of Conservation- Dolphin Diversity

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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