2004-03-01

Subject: Ratos podem farejar a tuberculose

News of the Wild

 

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Ratos podem farejar a tuberculose

 

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Um rato corre de um lado para o outro numa gaiola transparente de plástico Perspex, farejando, através de uma série de orifícios no fundo, um conjunto de amostras de saliva, uma das quais positiva para a tuberculose. O rato arranha e cheira o orifício com a amostra contendo tuberculose, sendo recompensado com um pequeno pedaço de banana. 

EusébioEste animal é Eusébio, um rato-canguru gigante Cricetomys emini, um dos cerca de 300 bem alimentados e altamente treinados roedores do centro de investigação de Apopo, na Universidade de Sokoine em Morogoro.

Os cientistas do centro esperam alterar radicalmente a forma como a tuberculose é diagnosticada, tirando partido das capacidades olfactivas excepcionais destes ratos. Nos testes preliminares, esta provou-se ser uma forma barata e relativamente rigorosa de diagnóstico, que pode ser copiada em laboratórios de todos os países em vias de desenvolvimento. 

Não é fácil concluir o programa de treino de ratos em Apopo, de acordo com Judith Karue, treinadora especializada em ratos. os ratos passam até 4 meses em treino intensivo, com um sistema de recompensa em comida, estímulo fundamental para o seu progresso. 

A taxa de sucesso nos diagnósticos positivos de muco pulmonar de pacientes de tuberculose é à volta de 67%, mais elevada que o método standard usado nos países em vias de desenvolvimento e que usa o microscópio. Nesse caso, o sucesso ronda os 60%. Os ratos conseguem identificá-los devido ao odor característico dos químicos presentes nas amostras infectadas. 

Bart Weetjens, director do centro, considera que a taxa de sucesso é apenas parte da história. Um rato consegue diagnosticar até 2000 amostras por dia, comparado com um técnico de laboratório, que pode, no máximo, observar cerca de 20 lâminas ao microscópio. 

 

É igualmente uma ferramenta apropriada aos países em vias de desenvolvimento, pois os ratos podem ser recolhidos nas savanas africanas e criados em laboratório. É fácil ensinar o pessoal a treinar os animais e o treino, apesar de demorado, não é caro. os custos de manutenção dos ratos é menor do que o de um laboratório e técnico. 

A Organização Mundial de Saúde estima que, em 2015, as mortes por tuberculose podem atingir as 8 milhões por ano. Bart Weetjens refere que a Tanzânia necessita urgentemente de uma forma de diagnóstico da tuberculose, por causa da SIDA. Mais de 40% dos casos de tuberculose estão relacionados com a SIDA, logo um diagnóstico precoce permite às pessoas uma vida mais longa. 

Estes testes criaram grande interesse na comunidade médica, tendo o World Bank concedido US$160000 para a construção de mais laboratórios para testes e para o treino de 400 ratos. 

O olfacto destes ratos pode ser utilizado para outras funções, como localização de minas e outras aplicações médicas. Se os novos ratos testados mantiverem a taxa de sucesso de 67%, é provável que esta nova ferramenta de diagnóstico seja inscrita nos hospitais tanzanianos e de outros países africanos. 

 

 

Saber mais: 

Apopo

African Giant Pouched Rats

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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