2008-12-16

Subject: Vulcões implicados na morte dos dinossauros

 

Vulcões implicados na morte dos dinossauros

 

 

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Três equipas de investigação divulgaram evidências sugerindo que os dinossauros fora dizimados há 65 milhões de anos por enormes erupções vulcânicas na Índia, e não pelo impacto de um meteorito, como a maioria dos cientistas pensava.

A investigação, baseada em amostras de perfurações na Índia, mostra que quatro grandes erupções coincidiram com o evento de extinção do Cretácico/Terciário (conhecido por extinção K/T), que matou grande parte da vida em terra e no mar.

Múltiplas erupções dos enormes fluxos de lava de Deccan encheram a atmosfera de dióxido de enxofre, sufocando a maioria das formas de vida, referem as equipas americana, indiana e francesa no encontro de Outono da American Geophysical Union (AGU) que decorre de 15 a 19 de Dezembro em San Francisco, Califórnia.

Uma das investigadoras, Gerta Keller, paleontóloga na Universidade de Princeton em Nova Jérsia, apelidou as evidências de "o desafio mais sério" à teoria de que o impacto de um meteorito ou cometa causou as extinções. A explicação extraterrestre, proposta inicialmente na década de 80, tem sido apoiada pela maioria dos geólogos desde o início da década de 90, quando os investigadores descobriram a cratera de Chicxulub na península do Iucatão no México e a dataram por altura das extinções.

Mas estas novas evidências podem reacender um já muito logo debate sobre o papel desempenhado pelas erupções indianas, que alguns investigadores já tinham implicado no passado. "Eles estão a fazer o que tem que ser feito", diz Paul Renne, da Universidade de Berkeley, Centro de Geocronologia da Califórnia. "Penso que o foco na causa da extinção voltou a estar nos fluxos de Deccan."

Walter Alvarez, o geólogo da Universidade da Califórnia, Berkeley, que primeiro associou o impacto de Chicxulub com as extinções, diz que os relatórios AGU são uma nova fase de um mistério complicado e sempre em evolução.

"Chicxulub está tão precisamente coordenada com o momento da extinção que é difícil não a considerar a causa. O que me fascina é o motivo porque as erupções de Deccan ocorrem ao mesmo tempo. Terão um papel? Talvez sim."

O último trabalho é de investigadores que há muito questionam a extensão do impacto do meteorito mexicano, particularmente Keller e Vincent Courtillot, do Instituto de Física Global de Paris. Sunil Bajpai, paleontólogo do Instituto Indiano de Tecnologia de Roorkee, também apresentou evidências associando as erupções indianas às extinções.

 

Os fluxos de lava de Deccan vão desde Mumbai até ao centro da Índia. Com uma espessura de 3500 metros, são difíceis de datar devido à composição da geoquímica da lava e à falta de sedimentos contendo fósseis reveladores.

Keller examinou oito amostras perfuradas pela Corporação Indiana de Petróleo e Gás Natural que, devido a terem sido obtidas perto da baía de Bengala, incluíam sedimentos marinhos.

À profundidade correspondente ao período da fronteira K/T, a sua equipa identificou fósseis normais de plâncton marinho a serem eliminados pelos repetidos fluxos de lava, seguidos pela emergência de fósseis de plâncton oportunista conhecido por florescer depois de extinções em massa.

"A primeira erupção em massa resultou num declínio de mais de 50% da diversidade de plâncton", diz Keller. "Não houve recuperação entre as erupções subsequentes e a extinção em massa ficou completa após a quarta erupção."

A equipa de Courtillot analisou o campo magnético terrestre em alteração, o que deixa um registo direccional na rocha vulcânica arrefecida. Analisando a direcção magnética das amostras de lava de 169 localizações, o grupo construiu um mapa dos fluxos de Deccan.

Estas amostragens identificaram 30 erupções de grande dimensão que se estenderam por 100 a 800 Km, diz ele. Ele calcula que as erupções aconteceram muito mais rapidamente do que antes se estimava e que as duas maiores datam de um espaço de 1 milhão de anos das extinções K/T. Um destes fluxos estima-se que tenha produzido 10 a 150 mil milhões de toneladas de dióxido de enxofre. Ele estima que o meteorito do Iucatão tenha libertado entre 50 e 500 mil milhões de toneladas do gás.

Novas escavações estão em curso para fornecer registos contínuos de sedimentos de forma a datar de forma mais rigorosa os acontecimentos que rodeiam as erupções. 

 

 

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