2004-02-29

Subject: Tartarugas do Pacífico podem desaparecer numa década

News of the Wild

 

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Tartarugas do Pacífico podem desaparecer numa década

 

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O declínio acentuado das tartarugas de couro Dermochelys coriacea do Pacífico foi já tão longe que a espécie pode extinguir-se em pouco mais de uma década, temem os conservacionistas. 

Um relatório agora apresentado pela organização americana Conservation International refere que o efectivo da tartaruga de couro desceu 97% em apenas 22 anos. Além disso, 5 das 5 outras espécies de tartarugas da zona estão igualmente em risco, embora não tão eminentemente. As ameaças incluem as práticas pesqueiras e a recolha ilegal de ovos, mas os cientistas pensam que a espécie ainda pode ser salva. 

O relatório refere que de 115000 fêmeas reprodutoras em 1982, restam 3000 actualmente. James Spotila, professor de ciências ambientais na Universidade de Drexel University, considera que as tartarugas de couro enfrentam uma taxa de mortalidade anual de mais de 30%. Essa taxa é claramente insustentável, e sem uma intervenção drástica assistiremos à sua extinção numa década. 

Das restantes espécies, a tartaruga de Kemp Lepidochelys kempii e a tartaruga embricada Eretmochelys imbricata são ambas classificadas pela IUCN-The World Conservation Union como criticamente ameaçadas, tal como as tartarugas de couro. As tartarugas verdes Chelonia mydas, oliváceas Lepidochelys olivacea e bobas Caretta caretta estão classificadas como ameaçadas e apenas a tartaruga de dorso plano da Austrália não parece em perigo de extinção. 

Roderic Mast, vice-presidente da CI e presidente da International Sea Turtle Society, refere que em terra, o canário na mina de carvão era o alerta para o eminente perigo ambiental. As tartarugas marinhas são o nosso mecanismo de alerta sobre a saúde do mar, e o que nos dizem é alarmante. 

Uma ameaça de grande impacto sobre as tartarugas é a pesca com linha longa, em que se usam linhas de pesca que se estendem por 145 Km de comprimento, armadas com até 8000 anzóis com isco. 

 

Assim, os cientistas propõem uma abordagem dupla para salvar as tartarugas: 

  • melhor protecção e gestão dos seus locais de postura nas praias, bem como o controlo das luzes costeiras (as jovens tartarugas confundem-nas com o luar reflectido nas ondas, caminhando em sua direcção, acabando por morrer);

  • aumento da protecção do ambiente marinho e práticas pesqueiras mais seguras. Menos de 5% da área oceânica é formalmente protegida e alterações de baixo custo no equipamento de pesca pode levar a cortes radicais na taxa de mortalidade. 

Um desenvolvimento prometedor, segundo a CI, é o investimento de vários milhões de dólares ao longo dos próximos 3 anos, para consolidar a formação de uma reserva marinha que se estenderá do Equador à Costa Rica. O dinheiro provém de 4 países da América latina, da United Nations Foundation, da Unesco e da própria CI. 

 

 

Saber mais: 

Marine Turtle Interactive Mapping System

Conservation International

International Sea Turtle Society

IUCN

Pesca mata até um terço de tartarugas

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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