2008-12-03

Subject: Extinção de anfíbios: estarão as alterações climáticas ilibadas?

 

Extinção de anfíbios: estarão as alterações climáticas ilibadas? 

 

 

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Os anfíbios do mundo estão em grande perigo mas o aquecimento global pode não ser o problema, sugere um novo estudo.

Investigações prévias tinham culpado o declínio acentuado de muitas espécies de anfíbios na subida das temperaturas globais, que se considerava estarem a fomentar o crescimento de um fungo mortífero.

A maioria dos peritos concorda que o fungo quitrídio Batrachochytrium dendrobatidis está a cobrar um terrível preço às espécies de rãs e sapos, ameaçando uma em cada três espécies de extinção.

"Parece existir um conjunto convincente de provas de que o fungo quitrídio é a bala que está a matar os anfíbios", diz o biólogo da Universidade do Sul da Florida Jason Rohr, autor principal do estudo publicado numa edição recente da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. "Mas as evidências de que sejam as alterações climáticas a puxar o gatilho são escassas neste momento."

Rohr e a sua equipa não descartam completamente o papel do aquecimento global no declínio dos anfíbios mas dizem que décadas de dados mostram apenas que existe alguma correlação entre a subida das temperaturas do ar e as extinções de anfíbios na América Latina mas que  os dados estão longe de provar uma causalidade.

De facto, os investigadores descobriram que, nos países da América Latina que estudaram, a produção de cerveja e banana eram melhores a prever as extinções que a temperatura do ar.

Ainda que a cerveja e as bananas não sejam garantidamente os culpados, a comparação por absurdo demonstra a ideia. "Não podemos precipitar-nos nas conclusões de causalidade com base apenas numa correlação, especialmente quando estamos a falar de 60 ou 70 espécies", diz Rohr.

Mas J. Alan Pounds, cientista residente na Reserva Monteverde de Floresta das Nuvens da Costa Rica e autor de estudos anteriores sobre o tema, mantém que as alterações climáticas são um factor crucial na crise de extinções.

 

"Há uma associação clara entre o aquecimento global e o declínio dos anfíbios", diz ele, citando um crescente conjunto de evidências, incluindo um estudo recente no Parque Nacional Yellowstone. "A análise de Rohr et al. tem falhas sérias, como demonstraremos em devido tempo."

Alguns cientistas dizem que o fungo é uma espécie invasora, que entra nos ecossistemas e provoca o caos nas espécies sem defesas naturais. Pounds e outros acreditam que a subida das temperaturas está a estreitar a diferença entre os máximos e mínimos diários. Menos extremos de temperatura são vantajosos para o fungo quitrídio, que cresce e se reproduz melhor a temperaturas entre os 17 e os 25ºC.

No entanto,  novo estudo sugere que nenhuma das teorias é exactamente correcta.

Por exemplo, Rohr explica que, ainda que as extinções tenham aumentado significativamente na década de 80, esse período não revela menores variações entre os máximos e mínimos médios de temperatura que teoricamente levariam a maior crescimento do fungo.

Na década de 90 as variações nas temperaturas diárias foram menores mas as extinções de anfíbios diminuíram nesse período, refere o estudo. Assim, Rohr e os seus colegas concluem que uma mistura desconhecida de factores está a ameaçar os anfíbios.

Perceber tudo isto é uma prioridade máxima pois para muitos anfíbios o tempo pode estar a esgotar-se rapidamente. 

 

 

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