2008-11-28

Subject: Revelada a genética da recaída do cancro

 

Revelada a genética da recaída do cancro

 

 

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Os investigadores descobriram que as células cancerosas que causam o ressurgimento de um tipo de leucemia infantil frequentemente já estão presentes no momento em que a doença é diagnosticada pela primeira vez, uma descoberta que pode ajudar os médicos a tratar o cancro de forma mais eficiente.

Os tratamentos actuais da leucemia linfoblástica aguda (LLA) curam mais de 80% dos pacientes mas crianças que têm uma recaída têm apenas 30% de hipóteses de recuperação.

Para perceber porque a doença é tão mortal se há recaídas, Charles Mullighan, do Hospital Infantil de Investigação St Jude em Memphis, Tennessee, recolheu glóbulos brancos leucémicos de 61 crianças com LLA à medida que recebiam o diagnóstico e depois de terem recaídas.

Quando examinaram as variações do número de cópias, sequências de DNA perdidas ou duplicadas, nos dois conjuntos de amostras, os investigadores descobriram que apenas 6% das recaídas eram causadas por cancros completamente novos. Em 42% dos pacientes com recaídas, as células eram descendentes directas das identificadas no diagnóstico mas em 52% dos pacientes a recaída surge de ancestrais das células cancerosas originais que não foram detectadas quando os pacientes foram inicialmente analisados.

O tratamento dado a um paciente com LLA depende dos resultados dos testes genéticos nos seus glóbulos brancos e medula óssea, que são depois usados para os classificar em categorias de risco mas este novo estudo revela que alguns pacientes pode transportar tipos mais perigosos de células cancerosas que permanecem por diagnosticar.

"Essas variantes estão presentes por altura do diagnóstico, o que é uma preocupação pois significa que temos que a detectar nessa altura, não podemos esperar que haja uma recaía", diz Mulligan. Ele sugere que técnicas de detecção mais sensíveis possam detectar mais variantes de células cancerosas e melhorar o tratamento da doença.

 

Estes dados também são consistentes com um conjunto crescente de estudos que sugerem que o tratamento do cancro pode ser uma pressão evolutiva que selecciona células cancerígenas mais difíceis de tratar. No caso da LLA, as variantes não detectadas podem não competir inicialmente com a população dominante de células leucémicas mas à medida à que elas são mortas essas variantes têm uma hipótese de se desenvolver.

O trabalho também lançou alguns resultados inesperados. Quando a equipa examinou se algumas das variações numéricas de cópias podiam ser mais comuns em recaídas que outras, sugerindo que poderiam dar às células cancerosas um melhor hipótese de sobrevivência, descobriram que muitas são mutações em genes que não se sabia causarem resistência ao tratamento do cancro.

"Não são genes de resistência a medicamentos, são genes que contribuem para a vitalidade ou viabilidade dos clones leucémicos", diz o co-autor James Downing, também do Hospital Infantil de Investigação St Jude.

A equipa está agora a examinar se as mutações de um único aminoácido nos genes clássicos de resistência a medicamentos são importantes na evolução das células cancerosas. A sua análise original, que analisou segmentos longos de DNA, não detectava estas mutações.

 

 

Saber mais:

Genoma de célula cancerígena sequenciado

Cancro revela truque cruel

 

 

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