2008-11-23

Subject: Orcas escolhem os alvos com o SONAR?

 

Orcas escolhem os alvos com o SONAR?

 

   

As orcas podem estar a usar o seu SONAR natural para descobrir os seus peixes preferidos à distância, revela um novo estudo.

Estudos anteriores já tinham revelado que algumas orcas ao largo das costas da Colúmbia Britânica e do estado de Washington têm uma capacidade invulgar de encontrar salmão chinook, mesmo nos meses em que esta espécie é largamente ultrapassada por outras, como o salmão coho ou o sockeye.

"O salmão chinook tem uma concentração maior de gordura que qualquer outra espécie de salmão e aparentemente as orcas gostam disso", comenta o co-autor do estudo Whitlow Au, bio-acústico do Instituto de Biologia Marinha do Havai.

Tal como outras baleias e botos, as orcas emitem cliques de alta frequência que são reflectidos quando as ondas de som atingem um objecto. Os animais usam a informação do SONAR para navegar, caçar e comunicar em águas turvas.

Mas Au especula que as orcas também usam o SONAR natural para seleccionar tipos específicos de presas.

Para testar esta ideia, Au e a sua equipa usaram cliques de ecolocação simulados que se assemelham aos das orcas para medir os ecos produzidos quando as ondas sonoras são reflectidas pelos corpos de três tipos de salmão.

Num estudo que foi detalhado no encontro anual da Sociedade Acústica Americana em Miami, Florida, a equipa descobriu que cada espécie de salmão tem um padrão de eco único, baseado nos diferentes tamanhos e formas das suas bexigas natatórias.

 

Estes compartimentos cheios de ar são revelados claramente nas imagens de eco pois têm uma densidade diferente da da carne e água circundantes.

A bexiga natatória "é responsável por pelo menos 90% da energia sonora que é reflectida pelos peixes", diz o membro da equipa de estudo John Horne, da Universidade de Washington. "Eu penso nela como uma parede sólida."

Apesar dos salmões chinook serem em média maiores que as duas outras espécies de salmão, os tamanhos individuais sobrepõem-se bastante nos três grupos, logo a equipa não pensa que as orcas estejam a seleccionar as presas com base no tamanho do corpo.

Horne acrescentou que a equipa tenciona continuar a testar a sua teoria usando orcas em cativeiro.

A nova descoberta é mais uma prova dos múltiplos usos do SONAR que alguns mamíferos marinhos desenvolveram, diz John Ford, chefe do Programa de Investigação de Cetáceos na Estação Biológica do Pacífico no Canadá.

Ford, que não esteve envolvido no novo estudo, salientou que há outra população de orcas na mesma região do Pacífico norte que parece preferir mamíferos marinhos aos peixes.

"Parece que a especialização na dieta destas duas formas de orca é cultural", diz Ford. "É provável que as baleias jovens nasçam como um quadro em branco e aprendam o que é alimento e como o capturar com as suas mães e outras relações no interior do grupo." 

 

 

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