2008-11-21

Subject: Americanos não vão matar cavalos selvagens - por enquanto ...

 

Americanos não vão matar cavalos selvagens - por enquanto ...

 

 

Dificuldades em visualizar este email?

Consulte-o online!

Milhares de cavalos selvagens ao cuidado do governo americano não vão ser abatidos e o governo vai terá outro ano para explorar as possíveis soluções, referiram funcionários governamentais.

O Gabinete de Gestão de Terras (BLM) vai recolher menos cavalos selvagens e vai tentar reorientar fundos no interior do gabinete para impedir o abate dos animais. Cerca de 30 mil cavalos removidos das terras ocidentais estão actualmente ao cuidado do Programa Cavalo selvagem e Burro do BLM. 

Um relatório federal publicado pelo Gabinete de Responsabilização Governamental (a agência de vigilância do congresso americano) sugeriu que os milhares de cavalos mantidos em instalações governamentais podem ter que ser abatidos à medida que os custos de manutenção sobem e as adopções diminuem.

O director-adjunto do BLM Henri Bisson refere que manter o programa dos cavalos selvagens e dos burros outro ano dará à agência, ao congresso, aos rancheiros e aos defensores dos direitos dos animais tempo para arranjar alternativas e permite que "prevaleçam as cabeças frias".

"Vamos focar-nos em fazer algo positivo antes de pensar nas soluções de último recurso", disse Bisson no encontro de conselheiros do programa, que decorreu em Reno, Nevada. "Não vamos tomar decisões hoje, nem na próxima semana."

Bisson referiu que a agência precisa de encontrar U.S. $15 milhões algures no seu orçamento para manter o programa do cavalo selvagem em 2009. As recolhas governamentais também vão ser limitadas a cerca de 5 mil cavalos por ano, na sua maioria animais em dificuldades devido a condições adversas como a seca.

Dezenas de defensores dos cavalos selvagens participaram na reunião, na esperança de persuadir o BLM a não realizar eutanásia nos cavalos, como Willis Lamm, da Least Resistance Training Concepts, uma organização sem fins lucrativos que fornece assistência gratuita a quem adopta um cavalo selvagem: "A teoria defendida na sala era que estes animais precisam de voltar à estaca zero e descobrir uma forma de coloca rno mercado os cavalos que já têm."

O governo pode não ter de agir de todo, no entanto, se a agência aceitar a oferta de adoptar todos os cavalos feita por Madeleine Pickens, mulher do milionário T. Boone Pickens. Se a sua proposta for bem sucedida, os cavalos serão transferidos para refúgios privados.

 

Cerca de 33 mil mustangues, frequentemente chamados cavalos selvagens, vagueiam pelas poeirentas planícies dos 10 estados mais ocidentais, sendo metade desse número habitante do estado do Nevada.

Com poucos predadores, as manadas de cavalos selvagens praticamente duplicam a cada cinco anos. Para abrir caminho para o gado e para a agricultura em terras públicas, cowboys contratados pelo governo recolhem cerca de 10 mil mustangues por ano. Os cavalos são colocados em instalações para ser adoptados ou vendidos, ou ainda para nelas viverem o resto da vida, alguns deles 15 anos.

A Acta de 1971 Wild Free Roaming Horses and Burros apelida os cavalos selvagens de "símbolos vivos do espírito pioneiro do Oeste". A legislação garante que "cavalos selvagens e burros livres serão protegidos de captura, ferragem, perseguição ou morte".

Apesar da lei permitir a eutanásia para que "se alcancem níveis adequados de gestão", a reacção pública e do congresso ao abate em larga escala de milhares de cavalos saudáveis levou o BLM a evitar essa opção, apesar dos recentes problemas de orçamento, refere o relatório do GAO.

Para acabar com essas preocupações, o congresso deu ao BLM a alternativa de vender os cavalos sem limitações, desde que tenham sido oferecidos para adopção três vezes ou se tiver pelo menos 10 anos. A agência continuou a impor limitações às vendas, em parte devido à preocupação de que animais vendidos a baixo preço acabassem nos matadouros.

Mas o relatório considera que existem alternativas à venda dos cavalos, como por exemplo oferecer incentivos (deduções fiscais) a quem cuidar de cavalos selvagens indesejados. Outra possibilidade é a libertação de mustangues em terras públicas e privadas fora das zonas onde foram originalmente capturados, ainda que isso exija uma alteração à Acta.

Gorey concorda com as descobertas do relatório: "O relatório do GAO define correctamente a situação difícil em que o BLM se encontra relativamente à manutenção de animais não adoptados ou não vendidos em instalações próprias." 

 

 

Saber mais:

Maior corredor de sempre em estudo genético

Clonado garanhão campeão

Evolução do cavalo descodificada

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2008


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com