2008-11-20

Subject: As necessidades do grupo

 

As necessidades do grupo

 

 

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Se os biólogos aprenderam alguma coisa acerca da evolução ao longo dos últimos 40 anos é que a selecção natural não actua para benefício do grupo. A percepção moderna do Darwinismo é que a selecção 'vê' os indivíduos e actua sobre eles através dos genes que expressam. Imaginar algo diferente, têm sido alertadas gerações de estudantes, é cair num erro ingénuo definitivamente exposto já em meados da década de 60.

No entanto, a selecção de grupos, a ideia de que a selecção pode escolher entre grupos e não apenas entre os indivíduos que os compõem, está mais falada hoje que nunca desde a sua aparente desaparição da teoria evolutiva e até tem melhor imprensa.

Esta situação deve-se em parte aos esforços de David Sloan Wilson, da Universidade de Binghamton em Nova Iorque, que defende que a recusa da selecção de grupo foi um importante erro histórico que precisa de ser rectificado. Também não faz mal nenhum que o grande naturalista e entomólogo Edward O. Wilson se lhe tenha juntado. Eles e muitos outros têm trabalhado na reposição da selecção de grupo no espaço da selecção que actua simultaneamente a vários níveis.

A característica mais impressionante do debate é que nenhum lado tenha conseguido uma vitória conclusiva, vistos de fora concordam em tanta coisa. "Todos concordam que a selecção de grupo acontece", diz Andy Gardner, da Universidade de Edimburgo. No entanto, Gardner e os seus colegas Stuart West e Ashleigh Griffin têm criticado fortemente os argumentos de David Sloan Wilson.

Há uma concordância generalizada que a selecção de grupo e a selecção de pares, a ortodoxia pós-década de 60 que identifica interesses partilhados com genes partilhados, são formalmente equivalentes. Para alguns investigadores, isto torna a escolha entre as duas uma questão de perspectiva mas outros duvidam que a selecção de grupo acrescente algo à compreensão obtida a partir da selecção de pares. 

Charles Darwin já viu que o que era bom para o grupo pode não ser bom para o indivíduo. No livro The Descent of Man (John Murray, 1871), ele observou que "'apesar de um alto conceito de moralidade não dar mais que uma ligeira vantagem a cada ser humano de uma dada tribo", daria "certamente uma vantagem imensa a uma tribo sobre outra". No entanto, na década de 60 muitos os investigadores assumiam que os indivíduos se subordinariam ao interesse da sua espécie.

 

Um modelo alternativo pouco conhecido foi recentemente proposto por Bill Hamilton: a propagação do comportamento altruísta, que Wynne-Edwards assumia que seria seleccionada pelos seus benefícios para o grupo, seria de facto determinada pelo grau em que os os altruístas partilhavam genes com os beneficiários. 

Com o foco no altruísmo, desvantajoso por definição, a impotência dos níveis superiores de selecção pareciam inultrapassáveis, pois bastaria um único membro egoísta para arruinar tudo para o grupo pois os batoteiros iriam inevitavelmente multiplicar-se à custa dos altruístas. A selecção para características que beneficiam o grupo à custa dos indivíduos seria seria oposta pela selecção no interior do grupo e a selecção de nível inferior ganharia.

Rainey afirma que tal como a selecção natural favorece os batoteiros sempre que a cooperação tem um custo, a selecção vai agir sobre qualquer população que contenha tipos cooperativos tanto a nível individual como de grupo. 

 

 

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