2008-11-19

Subject: Genoma de mamute peludo reconstruído

 

Genoma de mamute peludo reconstruído

 

   

pelo de mamuteUma equipa de investigadores russos e americanos reconstruiu o genoma de mamute peludo, revela a última edição da revista Nature.

Os peritos extraíram DNA de amostras de pêlo de mamute para reconstruir a sequência genética deste animal da idade do gelo, ainda que faltem alguns segmentos. Os investigadores estimam que o genoma esteja 80% completo.

O trabalho pode fornecer uma nova visão sobre a extinção do mamute e também reacende as questões acerca da viabilidade de clonar espécies há muito extintas.

Os cientistas foram ajudados na sua tarefa pelo facto de várias carcassas congeladas de mamutes peludos terem sido desenterradas da permafrost siberiana. Estas condições são ideais para a preservação do pêlo, que é uma fonte preferencial para a extracção de DNA antigo.

Se o material genético sobrevive numa amostra de pêlo, quase todo será pertença do animal de onde foi retirado. Pelo contrário, quando os investigadores extraem DNA antigo de osso, frequentemente este está contaminado por DNA de fungos e bactérias.

Uma vez o DNA extraído, neste caso de dois mamutes congelados, os investigadores tiveram que estimar que quantidade provinha de cada animal. Para isso mapearam a sua sequência genética sobre a de um elefante africano, o parente vivo mais próximo do mamute.

A análise da sequência inicial revelou que o genoma do mamute difere do dos elefantes africanos em apenas 0,6%, cerca de metade da diferença entre o genoma humano e de um chimpanzé.

Esta observação é muito curiosa, dado que a divergência evolutiva entre o elefante africano e o mamute ocorreu ainda antes da separação entre as linhagens humana e dos chimpanzés.

Isto sugere que os genomas evoluíram mais lentamente nos elefantes (incluindo os mamutes) do que nos humanos e nos grandes símios, a razão disso é que permanece um mistério.

 

Os resultados também sugerem que o mamute, tal como o elefante africano, tinha um genoma maior do que é normal nos mamíferos placentários. A sequência total do mamute estima-se que contenha 1,4 vezes mais bases que o genoma humano.

Lyuba o mamute bebéEntusiastas há muito que sonham em trazer de volta espécies extintas usando DNA antigo mas a maioria dos cientistas duvidam que tal possa alguma vez ser feito.

As alterações que ocorrem na sequência genética de um animal depois da morte são um dos principais problemas.

"É um pouco como tentar construir um carro com apenas 80% das suas peças e saber que algumas das peças já estão avariadas", diz Jeremy Austin, director do Centro Australiano de DNA Antigo da Universidade de Adelaide. "Mesmo se tivéssemos a totalidade do genoma, ainda temos o problema de saber o que é uma verdadeira mutação versus o que é um erro de sequenciação ou DNA danificado. À escala do genoma isto é, por si só, um problema quase intransponível. Mas depois disso ainda temos a questão de como construir os cromossomas artificiais."

Hendrik Poinar, geneticista da Universidade McMaster no Ontário, Canadá, comenta: "Não temos sequer ideia, ainda, de quantos cromossomas os mamutes tinham." 

 

 

Saber mais:

Mamutes peludos vieram da América

Descodificado DNA de mamute extinto

 

 

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