2004-02-27

Subject: Cientistas questionam o interesse das experiências em animais

News of the Wild

 

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Em destaque:

Cientistas questionam o interesse das experiências em animais

 

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A maioria das experiências realizadas em animais não têm grande interesse na descoberta de novos tratamentos para o Homem. Grande parte deste tipo de pesquisa é mal conduzida e pouco avaliada, dizem os cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine. Por esse motivo, urge uma revisão sistemática de toda a investigação baseada em animais, antes de serem emitidas novas autorizações. 

Estas opiniões, agora publicadas, vão ao encontro das ideias dos activistas dos direitos dos animais, mas no mesmo dia foi publicado um guia dos benefícios para a humanidade retirados destas experiências, pela Royal Society, a academia inglesa de ciência. 

Pelo contrário, os cientistas da London School of Hygiene questionam a necessidade de algumas dessas experiências, nomeadamente aquelas que foram simultâneas com testes em humanos, logo redundantes. 

Apenas queremos que sejam aplicados os mesmos critérios na investigação em humanos e em animais, refere o professor Ian Roberts, um dos autores do relatório. Não tolerariamos conclusões baseadas em experiências viciadas em humanos, logo porque havemos de o fazer em animais? 

Qualquer investigação, seja em animais ou humanos, não deve ser iniciada antes de se realizar uma revisão de toda a investigação realizada na área. 

A equipa salienta que não é nem a favor, nem contra as experiências em animais, mas já o professor Colin Blakemore, executivo chefe da Medical Research Council (MRC), apoia a visão da Royal Society: a investigação em animais foi crucial em quase todos os campos da medicina. Antibióticos, vacinas, cirurgia cardíaca ou transplantes de rins, todos foram descobertos e testados em animais. No entanto, conclui, é imperativo que a investigação em animais seja devidamente avaliada, antes dos seus resultados poderem ser transpostos para a prática médica. 

A política do MRC é que os animais devem ser utilizados apenas quando estritamente necessário e estão em curso vários testes para encontrar alternativas. 

 

A maior parte da pesquisa em animais financiada pela MRC não diz respeito a testes de novas drogas mas ao estudo do processo de doenças e ao funcionamento do corpo, explica Blakemore. 

Os activistas dos direitos dos animais dizem que o relatório da BMJ é um grande progresso na disponibilidade da comunidade científica para o debate da questão das experiências em animais. 

A chefe executiva da National Anti-vivisection Society, Jan Creamer, refere: actualmente apenas vemos os resultados das experiências em animais anos após terem decorrido, quando o investigador publica o seu trabalho. Este espaço de tempo pode ser entre 3 e 10 anos, logo o debate acerca da real necessidade do uso de animais é demasiado tardio. Queremos alterar isso, de forma a que haja escrutínio público antes da emissão de uma licença para a realização das experiências. 

 

 

Saber mais: 

Ser Humano

Body Shop

Animal Experiments

National Anti-Vivisection Society

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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