2008-11-10

Subject: Corrida para salvar o lobo mais raro do mundo

 

Corrida para salvar o lobo mais raro do mundo

 

   

Os cientistas nas remotas montanhas Bale do sul da Etiópia estão numa corrida contra o tempo para salvar o lobo mais raro do mundo.

A raiva transmitida pelos cães domésticos está a ameaçar matar até dois terços de todos os lobos da Etiópia e os cientistas ingleses e etíopes estão a vacinar as matilhas para impedir a propagação da doença.

A população da espécie está reduzida a 500 indivíduos, em resultado da colonização humana do seu habitat.

Claudio Sillero, da Unidade de Conservação da Fauna Selvagem da Universidade de Oxford (WildCRU) diz que a vacinação é a única esperança de manter a população de lobos da Etiópia. "Se a deixarmos à vontade, a raiva provavelmente matará mais de dois terços de todos os lobos do vale Web nas montanhas Bale, com os lobos a sofrer mortes horríveis e o seu efectivo a diminuir para níveis perigosamente baixos."

O plano é vacinar matilhas inteiras, tipicamente um grupo com seis adultos. Quando estas matilhas entram em contacto com lobos não vacinados ou com cães domésticos, já não contrairão a doença.

A equipa da WildCRU e a Autoridade para a Conservação do Lobo da Etiópia dizem que até ao momento têm sido bem sucedidas, capturando e tratando mais de 40 lobos. Os lobos não são feridos no processo de captura, alguns até voltam às armadilhas depois de vacinados, em busca de alimento.

Sillero diz que o comportamento dos lobos nesta altura do ano torna-os particularmente vulneráveis a doenças transmitidas por outros animais. "Estamos no meio da estação de acasalamento, os grupos familiares são erodidos, os machos e as fêmeas acasalam fora da matilha e algumas fêmeas até são cortejadas por cães vadios. Isto leva ao aumento da transmissão da doença."

 

As montanhas Bale do sul da Etiópia formam o maior planalto de alta montanha de África. Para além de lar para os lobos da Etiópia, o planalto também tem agora uma população estimada de 40 mil cães, trazidos pelos pastores para guardar o gado. Estes cães tornaram-se um reservatório para a raiva na região.

Cerca de 10 mil destes cães são vacinados contra a raiva todos os anos mas isso não tem impedido a transmissão. Os surtos da doença ocorrem em ciclos e os investigadores já sabem da doença desde 1989 e já tinha implementado uma campanha de vacinação em 2003.

"É um poderoso exemplo da importância da ciência e prática de conservação de fauna selvagem combinadas no esforço de encontrar soluções práticas", explica David Macdonald, director do WildCRU.

Claudio Sillero vê a sobrevivência do lobo da Etiópia como crucial para a continuação de todo o ecossistema das terras altas. Como carnívoro de topo, é responsável por controlar a população de herbívoros menores, especialmente os roedores. "Os lobos reinam aqui, olho para eles e vejo os guardiões das altas montanhas de África." 

 

 

Saber mais:

Ethiopian Wolf Conservation Programme

Oxford Wildlife Conservation Research Unit

Salvar o lobo da Etiópia

Garras revelam ameaça à sobrevivência do lobo

Surto de raiva ameaça lobo da Etiópia

 

 

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