2008-11-04

Subject: Cientistas obtêm clones a partir de ratos congelados

 

Cientistas obtêm clones a partir de ratos congelados

 

   

rato clonado (esq)Cientistas japoneses conseguiram obter clones a partir dos corpos de ratos congelados há 16 anos.

A clonagem tem sido feita usando células vivas de um dador e transferindo o seu DNA para um óvulo receptor, pois a utilização de células congeladas tem o risco de o gelo ter danificado o DNA.

Os cientistas em Kobe, Japão, dizem agora que a sua técnica coloca a possibilidade de recriar organismos extintos, como o mamute, a partir dos seus vestígios congelados.

Muitos dos clones bem sucedidos desde que a ovelha Dolly nasceu, em 1996, foram criados através do método em que um núcleo é removido de uma célula adulta, colocado no citoplasma de um óvulo anucleado e posto a dividir-se através da acção de químicos ou de choque eléctrico.

Esta não é a única técnica de clonagem e investigadores australianos já tinham relatado a clonagem de um porco em 2001 a partir de células congeladas dois anos antes. A equipa de Adelaide considera o seu método diferente do usado para obter Dolly em aspectos importantes. 

A investigação japonesa foi realizada no Centro de Biologia do Desenvolvimento de Kobe e foi publicada na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

O trabalho estende o período de congelação do material usado para clonar um animal. Os cientistas dizem ter criado os seus ratos a partir de células nervosas de roedores mantidos congelados a -20ºC em laboratório.

rato congelado a -20ºC há 16 anos

Obviamente, essas são as condições ideais, muito longe das condições não reguladas da estepe siberiana onde os vestígios de mamute com 40 mil anos emergem da permafrost. O DNA recolhido desses animais em situações anteriores tem vindo revelar-se muito degradado.

 

Mesmo que material em bom estado esteja disponível, terão que ser ultrapassados obstáculos importantes antes que esse tipo de técnica possa ser usada em animais extintos ou ameaçados de extinção, nomeadamente encontrar uma espécie adequada que forneça os óvulos e/ou as barrigas de aluguer.

John Armitage é director do banco de tecidos do Bristol Eye Hospital, Reino Unido, e comenta: "Fragmentos de DNA mitocondrial e algum DNA nuclear já foram isolados de mamutes congelados na permafrost, mas a questão é se se conseguem encontrar núcleos intactos suficientes nas células de mamute, congeladas há pelo menos 10 mil anos a temperaturas relativamente altas, ainda que abaixo de zero."

Armitage acrescenta"-20ºC, a temperatura a que os ratos usados na experiência foram mantidos, é insuficiente para impedir as reacções físicas e químicas com significado biológico, mesmo os alimentos num congelador doméstico tem um período limitado de armazenagem, baseado nas alterações de textura e sabor. Para se ter um armazenamento a longo termo de células viáveis, incluindo embriões, tem que se ter temperaturas muito inferiores, pelo menos -140ºC, na presença de crioprotectores."

É concebível que a técnica em desenvolvimento possa ter alguma aplicação em futuras terapias com células estaminais em humanos, onde o processo de clonagem tenha sido usado para gerar tecidos específicos para transplantes.

Óvulos viáveis, espermatozóides e embriões já estão a ser obtidos a partir do estado congelado para utilização em fertilização in vitro

 

 

Saber mais:

Centre for Developmental Biology

Clonagem de cães arreganha os dentes

Embriões humanos clonados a partir de células adultas

Uma década depois de Dolly ...

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2008

Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com