2004-02-26

Subject: Derrames de crude deveriam ir para as praias

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Derrames de crude deveriam ir para as praias

 

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A melhor maneira de lidar com os derrames de crude deveria ser empurrar o petróleo para as praias, argumenta um importante estudioso do ecossistema marinho num estudo agora apresentado. 

O cientistas holandês Martin Schulton considera que, ao contrário do que tem sido a prática habitual de empurrar os petroleiros em dificuldades para o mar alto, estes deveriam ser deslocados para perto da costa. A longo prazo, refere, os danos ambientais seriam muito menores. Não há grande variedade de vida nas praias, pelo que seria bastante seguro levar o crude a encalhar na areia e de seguida remove-lo. 

É mais fácil remover o crude da praia do que da água ou de costas rochosas. Assim, por vezes pode ser aconselhável conduzir o crude para a areia e remove-lo lá. 

O Dr Schulton explicou o seu pensamento à luz das críticas que têm sido feitas ao governo espanhol relativamente à forma como lidou com a crise do Prestige. O navio acabou por derivar para alto mar, após a ruptura inicial, tendo-se partido e afundado em 6 dias, derramando 50000 toneladas de fuel pesado. 

No ano passado, o governo francês acusou Madrid de ter aumentado as consequências da tragédia, quando o "bom senso" deveria ter aconselhado os espanhóis a rebocar o navio em perigo para La Coruña.

 

O Dr. Schulton diz que a pressão da industria turística, temendo o impacto das imagens televisivas de praias cobertas de petróleo, obrigou a que o correcto planeamento da acção ambiental não tenha sido levado a cabo. 

No entanto, é claro que a opinião pública teria uma reacção muito negativa a tal tipo de acção, mas as imagens de televisão só duram um dia  ou dois, depois caem no esquecimento. Esta opção levou a um ganho de curta duração na opinião pública e um dano a longo prazo para o ambiente. 

Já o ministro das pescas da Galiza, Enrique César Lopez Veiga, não tem hesitação em considerar que esta foi a melhor decisão, minimizando os danos à costa. Se tivéssemos deixado o navio atingir a costa, os danos seriam terríveis, acho que há muita gente a dizer disparates agora, conclui. 

Veiga acusa também a União Europeia de "arrastar os pés" na aprovação de legislação que impeça os derrames, especialmente a Holanda e o Reino Unido. O perigo de novos derrames continua, e nada de importante tem sido feito.

 

 

Saber mais: 

GEOTA | Derrame Prestige

Derrame do Exxon Valdez teve efeitos a longo prazo

Oil spill- The consequences for wildlife

 

 

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